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Crise do Euro

Estados europeus se unem para salvar banco Dexia

Bélgica, França e Luxemburgo tomaram a frente das negociações para salvar a instituição

Estados europeus se unem para salvar banco Dexia
Dehaebe, presidente do conselho de administração, anunciou demissão (Reprodução/Internet)

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A crise da dívida na Europa já fez sua primeira vítima. O banco Dexia vai ser desmembrado para esperar o plano de recapitalização do conjunto do setor. A promessa de recapitalização foi feita por Berlim e Paris. A decisão foi anunciada  nesta segunda-feira, 10, com a demissão do presidente do conselho de administração, Jean-Luc Dehaebe. Após uma reunião na sede do Dexia, em Bruxelas, foi acordado, na noite de domingo, a ata de término do grupo franco-belga, ao menos em sua composição atual. O grupo não conseguiu se manter frente à crise da dívida soberana. Bélgica, França e Luxemburgo tomaram a frente das negociações para salvar a instituição.

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Após uma oferta do Estado belga, o conselho de administração aceitou que o controle de 100% do Dexia Banque Belgique fique com o Estado. O valor da transação é de 4 bilhões de euros.

O ministro belga das Finanças, Didier Reynders, afirmou que o preço oferecido foi “razoável” e que a Bélgica pretende continuar sendo, por vários anos, dona deste banco de clientes para assegurar sua continuidade. O primeiro-ministro belga, Yves Leterme disse que os cidadãos belgas podem ter certeza que suas contas correntes estão em segurança.

Nos últimos dias, o banco registrou retiradas significativas de fundos por parte de seus clientes. No entanto, o administrador delegado Pierre Mariani, assegurou que apesar do grande número de retiradas, o número não é comparável ao de 2008, quando o banco quase faliu.

A França, por sua vez, mandou um mandato a Mariani para que sejam iniciadas negociações com a Caisse des Dépôts (CDC) e o Banco Postal, com o intuito da retomada das atividades de financiamento das instituições locais.

Em Luxemburgo, o ministro Frieden afirmou que um grupo de investidores relacionados com a família real do Qatar comprará a filial do banco do país, o Dexia BIL. A instituição é dedicada às atividades bancárias varejistas e gestão de ativos. Frieden anunciou também que a filial do grupo belga KBC, o banco privado KBL, foi  comprado por um valor global de 1,05 bilhão de euros. Apesar de não revelar o valor da compra do Dexia BIL, o ministro disse que o Estado de Luxemburgo terá uma participação minoritária de 150 milhões de euros.

Os Estados acordaram ainda a divisão de cerca de 90 bilhões de euros que garantirão a estrutura que subsistirá ao final do desmantelamento: Bélgica dará 60,5%, França, 36,5% e Luxemburgo 3%.

Fontes:
Exame - Estados salvam o que podem do banco Dexia

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