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EFEITO ORKUT

Facebook de Zuckerberg dá sinais de queda

A rede social perdeu, somente nos Estados Unidos, cerca de um milhão de usuários em 2017

Facebook de Zuckerberg dá sinais de queda
O tempo de exposição dos usuários na rede social também encolheu em 50 milhões de horas por dia (Foto: Pixabay)

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Não foi muito satisfatória a prestação de contas via teleconferência do CEO do Facebook com seus principais investidores. Ao apresentar o balance sheet de 2017 da empresa, Mark Zuckerberg revelou que a rede social perdeu – somente nos Estados Unidos – cerca de um milhão de usuários.

O empresário, de 33 anos, teve de admitir ainda que o tempo de exposição dos usuários na rede social também encolheu em 50 milhões de horas por dia no quarto trimestre do ano que passou. O desempenho financeiro no período, apesar de ter sido maior que as expectativas de analistas, também apresentou redução devido, principalmente, ao aumento considerável da parcela de impostos – provocada por mudanças recentes na legislação tributária norte-americana.

Zuckerberg atribuiu a queda na exposição dos usuários – em torno de 5% do total – a mudanças que a empresa fez em seu serviço. “Já no último trimestre, fizemos mudanças para mostrar menos vídeos virais para garantir que o tempo das pessoas seja bem gasto”, explicou. “No total, fizemos mudanças que reduzem o tempo gasto no Facebook. Ao focar conexões significativas, nossa comunidade e os negócios serão mais fortes no longo prazo”, prometeu ele aos parceiros.

Formado por Harvard e considerado um prodígio em programação, o Homem do Ano de 2010 defende que a diminuição do tempo de navegação na rede permitirá que a empresa insira mais anúncios no feed de notícias para manter os preços dos anúncios consistentes.

Mudanças no software e assassinato

Integrante da lista dos 40 maiores bilionários do planeta, Zuckerberg ressaltou que o “Face” promoveu mudanças em seu software de recomendação de conteúdo em meio a críticas de que era usado para espalhar informações erradas, promover discursos de ódio e outros conteúdos violentos.

Em abril do ano passado, o serviço teve a imagem fortemente prejudicada por um usuário – Steve Stephens – que se gravou assassinando um idoso. A família da vítima – Robert Goodwin – processa o Facebook por negligência e omissão. Isso porque toda a ação foi transmitida ao vivo – por mais de duas horas – pela rede social.

Mesmo sabendo que investidores só querem saber de lucro, Zuckerberg apostou alto e baixou as cartas na mesa ao declarar que “proteger nossa comunidade é mais importante do que maximizar nossos lucros”. A modalidade mais usual de venda de publicidade do Facebook se dá por meio de leilões – de acordo com a demanda. Entre os que apostam seus dólares no serviço existe o temor de que se o tempo de exposição do usuário diminuir, a procura dos anunciantes também cairá, pela básica lei da oferta e da procura que rege a Economia. Além de desenvolver softwares, Zuckerberg terá de evoluir no malabarismo.

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