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Fusões, aquisições e dores de cabeça

Porque as empresas norte-americanas não conseguem fechar negócios sem serem processadas

Fusões, aquisições e dores de cabeça
Juízes de Delaware estão sinalizando que começarão a reduzir indenizações (Reprodução/The Economist)

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Em 2005, 39% dos negócios de fusões e aquisições nos Estados Unidos enfrentaram processos, de acordo com um estudo. Em 2011, polpudos 96% das aquisições com valores superiores a US$ 500 milhões atraíram processos. Cada acordo foi alvejado por uma média de 6,2 processos. Muitos destes processos foram abertos dentro de horas do anúncio do negócio; 65% destes dentro de duas semanas.

Os advogados de acusação insistem que processos podem ser saudáveis. Aqueles que representam os acionistas de uma empresa sendo processada, em geral, estão em busca de mais dinheiro, melhores termos ou mais divulgação de informações. Algumas vezes uma negociação obscura é iluminada por tais processos.

A maioria desses processos hoje em dia termina em um acordo no qual a acusação apenas recebe informações adicionais a respeito do acordo. A acusação pode ou não ser beneficiada, mas os advogados certamente saem ganhando: aproximadamente cerca de US$ 1,2 milhão por acordo no ano passado. Uma vez que este valor representa menos de 0,1% do valor médio do acordo, e ambos os times de diretores arriscaram muito na venda, chegar a um acordo, até em relação a processos irritantes, é a opção menos ruim.

A maioria das grandes empresas norte-americanas é incorporada em Delaware, um pequenino estado conhecido por sua sofisticada lei corporativa e tribunais experientes. Os juízes de Delaware estão sinalizando que começarão a reduzir indenizações e, consequentemente, os honorários jurídicos para aqueles advogados que levam processos feitos no esquema copiar-e-colar, que meramente conseguem extrair mais um punhado de informações para seus clientes. Em reação, mais advogados de acusação estão abrindo processos longe das cortes de Delaware. Com vários processos em quase todos os tipos de negócios, defesas se veem encurraladas numa barafunda que consome tempo e dinheiro e que agora se estende por vários estados norte-americanos.

Fontes:
The Economist - Shark attack

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