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Multinacional Francesa

Governo francês tenta recuperar empresa de energia nuclear

Ministros estão ansiosos para recuperar a força de um setor em que as empresas francesas foram líderes mundiais e do qual a economia do país depende

Governo francês tenta recuperar empresa de energia nuclear
A decisão de ajudar a empresa Areva demorou mais tempo do que deveria (Reprodução/Internet)

Os planos para recuperar a Areva, uma empresa multinacional francesa de energia nuclear, ficaram um pouco mais claros em 19 de maio, quando o novo diretor da companhia estatal de energia Electricité de France (EDF), Jean-Bernard Lévy, anunciou os projetos ambiciosos da EDF de incorporar o segmento de concepção e construção de reatores nucleares da Areva, enquanto a multinacional ficaria responsável pela mineração de urânio, tratamento de combustível e desativação de usinas nucleares. O preço terá de ser justo. O governo, que detém aproximadamente 85% das duas empresas, deverá dar sua decisão final no início de junho.

Os ministros estão ansiosos para recuperar a força de um setor em que as empresas francesas foram líderes mundiais e do qual a economia do país depende. As usinas nucleares fornecem cerca de três quartos da eletricidade da França, mais do que em qualquer outro país do mundo. A decisão de ajudar a Areva demorou mais tempo do que deveria. A empresa não vende um novo reator desde 2007 e parou de pagar dividendos aos acionistas em 2009. Da receita de €8,3 bilhões (US$9,2 bilhões) em 2014, a empresa teve uma perda de €4,8 bilhões. Uma nova equipe administrativa está tentando cortar €1 bilhão dos custos da empresa até 2017 e de fortalecer seu balanço patrimonial. Mas os problemas são mais profundos.

Seu mais novo produto, o caro Reator Pressurizado Europeu (EPR), encontrou mais obstáculos iniciais do que seria usual em todos os grandes projetos industriais. A construção de uma usina na Finlândia está com quase dez anos de atraso e com um custo de cerca de três vezes acima do orçamento previsto: em consequência, a Areva teve de amortizar bilhões de suas reservas disponíveis.

Uma nova legislação, que entrará em vigor neste verão, pretende diminuir a dependência da França da energia nuclear no fornecimento de eletricidade de 75% para 50% em 2025. Essa medida ameaça ainda mais o futuro sombrio da Areva. Em resumo, existem poucas opções à sua escolha a não ser a absorção de grande parte de suas atividades pela EDF. O governo francês não deixaria que uma empresa estrangeira tivesse mais do que uma pequena participação na Areva e só a EDF teria interesse em incorporar algumas de suas funções.

Fontes:
The Economist-Arevaderci

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