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FORÇAS ARMADAS

Governo Temer amplia investimentos militares em 36%

Em meio à crise, repasses aos militares em 2016 superaram o previsto no Orçamento

Governo Temer amplia investimentos militares em 36%
Temer prevê um gasto ainda maior com as Forças Armadas em 2017 (Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil)

O governo do presidente Michel Temer retomou os investimentos ao setor militar, que havia passado por cortes significativos durante o último ano do governo Dilma. Apesar do cenário de crise econômica do país, os investimentos no setor em 2016 foram 36% maiores que em 2015.

O aumento faz parte da estratégia de Temer de usar o Orçamento como uma forma de manter as boas relações com os militares brasileiros, já que o peemedebista vem sofrendo pressão institucional desde a saída de Dilma.

De acordo com dados de execução orçamentária do sistema Siga Brasil, do Senado, foram liberados R$ 9,15 bilhões aos militares para investimento em programas específicos em 2016 – R$ 1,85 bilhão a mais do que o previsto no Orçamento –, enquanto em 2015 os repasses alcançaram R$ 6,73 bilhões, embora a previsão era de um investimento de R$ 11,9 bilhões no ano.

Os números se referem apenas aos investimentos em programas das três Forças Armadas e não ao gasto total do Ministério da Defesa, que em 2016 foi de R$87,6 bilhões, equivalentes a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB). O orçamento militar brasileiro é mais de 20 vezes menor do que o maior do mundo, o americano.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o governo Temer prevê um investimento militar ainda maior em 2017, chegando a R$ 9,7 bilhões. No entanto, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, considera que os valores ainda estão abaixo do nível adequado de investimento. “Houve uma recomposição, na qual trabalhamos, mas ainda falta muito para voltarmos ao pico do começo da década de 2010”, afirma o ministro.

 

A pasta da Defesa é a segunda em termos de investimentos, ficando atrás apenas dos Transportes, que recebeu R$10,6 bilhões no ano passado. A terceira colocada é a Educação.

A verba destinada aos militares é dividida entre os três braços das Forças Armadas e cada uma investe de acordo com suas prioridades. Enquanto a Marinha destina a verba para o programa de submarinos convencionais e nucleares, a Aeronáutica concentra seus investimentos nos caças suecos Gripen e na fabricação do cargueiro e avião-tanque KC-390, da Embraer, e o Exército foca no programa de proteção de fronteiras e na troca da sua frota de blindados pelo modelo Guarani.

Fontes:
Folha de S. Paulo-Em meio à crise, governo Temer aumenta investimento militar em 36%

2 Opiniões

  1. laercio disse:

    As patifarias estão ocorrendo propositalmente!
    Recrutar jovens de 16 a 20 anos, sendo homens e mulheres, colocando-os em escola-acampamentos militares próximo as fronteiras faria com que o ensino tivesse mais qualidade, tiraria muitos desses das ruas,

  2. Natanael Ferraz disse:

    É bastante significativo que se gaste mais com a defesa do que com a Educação, o resultado se vê no poder de análise dos generais e políticos:
    Submarino é arma de ataque e a Constituição veda a guerra de conquista (ataque), então para que submarinos?
    E para que o Exército quer tanques se a prioridade da defesa está nas fronteiras amazônicas (Operação Ágata), onde nem temos estradas?
    E para que caças, se bastam mísseis (artilharia antiaérea) para abater os nossos poderosos inimigos?

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