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The New York Times

Grécia aposta em cortes no setor público

De olho em um novo resgate financeiro, país luta para atender a exigências de órgãos internacionais

Grécia aposta em cortes no setor público
Sob críticas, governo de Papandreou luta para arrumar economia da Grécia

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Após longas discussões com auditores estrangeiros, o governo grego afirmou nesse domingo, 2, que chegou a um acordo sobre como diminuir os gastos com o setor público, colocando 30 mil trabalhadores em um programa de demissões e aposentadorias antecipadas, numa tentativa de alcançar as condições exigidas por países estrangeiros para a liberação de empréstimos de emergência.

O governo também completou o rascunho orçamentário para 2012, que deve ser apresentado no Parlamento ainda nesta segunda-feira, 3, e votado no fim de outubro, e assumiu que não atingirá a meta de redução do PIB, o que já era esperado por conta das demoras na implementação das reformas e da recessão que se provou maior do que o governo imaginava inicialmente.

O porta-voz do governo, Ilias Mossialos afirmou que o acordo de domingo foi o resultado de “longas e difíceis negociações” com os auditores estrangeiros, e que constituíam o “cenário mais suave possível em termos de repercussões sociais”.

Aproximadamente 30 mil servidores civis – 3% dos empregados públicos – terão seus salários reduzidos no fim do ano. A maioria – cerca de 23 mil – tem pelos menos 60 anos e será forçada a se aposentar prematuramente. O restante perderá suas posições por meio de fusões e da abolição de dezenas de agências governamentais. Mossialos diz que o plano fará com que o governo economize € 300 milhões das contas do setor público em 2012.

O governo grego está numa corrida contra o tempo para convencer representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu, e do Fundo Monetário Internacional, de que irá cumprir sua promessa de colocar as finanças em ordem. Sem a liberação de US$ 11 bilhões em ajuda externa – parte de um acordo de resgate de € 110 bilhões firmado no ano passado – a Grécia poderia ficar sem dinheiro em outubro e encarar uma moratória que abalaria a zona do euro e os mercados globais. A decisão sobre a liberação acontece no dia 13 de outubro e depende do relatório dos membros dos três órgãos que acompanham os esforços da Grécia para reverter sua situação fiscal. As novas reformas têm sido amplamente criticadas pela população, e surgem após uma onda de aumentos de impostos e cortes nos salários e nas pensões do setor público no ano passado.

Durante o encontro de domingo, Papandreou indicou que a prioridade do governo deve ser a garantia da liquidez e da posição da Grécia dentro da zona do euro. “Decisões importantes, que devem ser tomadas em nível continental dependem primeiramente de nós. Temos que mostrar que estamos dedicados a atingir nossos objetivos”, disse o primeiro-ministro grego.

Fontes:
The New York Times - Greeks Move to Slash State Jobs for 30,000

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