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COMPANHIAS AÉREAS

Grupo Lufthansa mira setor de voos de baixo custo

O grupo Lufthansa quer fortalecer o papel da Eurowings no mercado de companhias aéreas de baixo custo na Europa

Grupo Lufthansa mira setor de voos de baixo custo
Grupo Lufthansa está usando a Eurowings para ganhar mercado em voos de baixo custo (Foto: Wikipedia)

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A Lufthansa é um das maiores companhias aéreas da Europa, com subsidiárias e empresas associadas na Alemanha, Suíça e Áustria. Agora, a companhia tem planos de crescer ainda mais. Impressionado com os resultados do processo de consolidação das grandes empresas aéreas nos Estados Unidos, hoje o mercado aéreo mais rentável do mundo, o executivo-chefe do grupo Lufthansa, Carsten Spohr, está comprando mais companhias aéreas.

Além de aumentar o número dos centros de operações da companhia, as aquisições ajudarão a Lufthansa a expandir as atividades da Eurowings, sua nova companhia aérea de baixo custo. A Eurowings é a resposta de Spohr às companhias Ryanair, EasyJet, Norwegian Air Shuttle e outras empresas de baixo custo que estão dominando o mercado de voos de curta distância na Europa. Ao contrário da Germanwings, uma companhia menor e mais concentrada em voos regionais de curta distância, os executivos da Lufthansa têm planos de aumentar a economia de escala da Eurowings para torná-la mais competitiva. A subsidiária também está entrando no mercado mais arriscado de voos de longa distância de companhias aéreas de baixo custo.

Porém não será fácil transformar os planos em realidade. A Lufthansa perdeu cerca de €500 milhões (US$543 milhões) nos trâmites de uma ação industrial iniciada em 2014. Uma decisão da justiça alemã que proibiu novas greves, como um meio de protestar contra a estratégia de fortalecer a Eurowings, diminuiu as paralisações coletivas de trabalho, mas os sindicatos descontentes continuam a discutir as negociações referentes ao plano de aposentadorias e ao pagamento de pensões.

É pouco provável que trabalhadores com sindicatos fortes na Escandinávia tenham uma atitude mais conciliatória. A política é outra fonte de preocupação. Seja qual for a razão comercial para transformar os aeroportos das capitais de seus países em campos de batalha de companhias aéreas de baixo custo, os governos preferem que suas companhias sigam caminhos mais nobres e independentes. A Austrian Airlines já rejeitou propostas de firmar um contrato de franquia com a Eurowings, no qual teria de reformular sua marca nos voos de curta distância.

É também interessante observar que a entrada da Lufthansa no mercado de voos de baixo custo coincidiu com a opção da Ryanair, a maior companhia aérea de baixo custo do continente, de investir em serviços mais diferenciados em seus aviões. Há três anos a Ryanair, que não oferecia nenhum conforto adicional aos seus passageiros, não só sofisticou seu serviço de bordo e de atendimento, como também reduziu os custos referentes ao transporte aéreo.

Em suas respectivas estratégias, a Ryanair e a Lufthansa estão explorando novos mercados em um período histórico de altos lucros no setor de aviação. Mas no caso de eventuais problemas econômicos, as duas companhias poderão ter a surpresa desagradável de constatar que não deveriam ter se aventurado em novas áreas.

Fontes:
The Economist-Lufthansa is attempting to bulk-up Eurowings

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