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REDUÇÃO DA DESIGUALDADE

Ideias para estimular a economia em regiões pobres

Propostas para a economia que funcionaram nos séculos XIX e XX precisam ser reformuladas e adaptadas ao atual cenário global

Ideias para estimular a economia em regiões pobres
Países ricos estão evitando os mais pobres, e isso traz sérias consequências (Foto: Flickr/ota_photos)

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O populismo ainda não chegou ao seu auge. Tal fato ficou claro nas recentes eleições da Alemanha, onde partidos anti-imigrantes e anti-globalização tiveram um resultado expressivo. Também nos Estados Unidos, onde Donald Trump aposta em ações satisfazer sua raivosa base, sendo a mais recente delas um plano para o Nafta que tem mais chances de afundar o bloco do que reformulá-lo.

As soluções propostas por essa ideologia não funcionam. Acabar com o Nafta vai afetar de forma desproporcional a classe operária, que representa parte da base de Trump. Enrijecer políticas contra imigrantes não vai beneficiar a economia alemã. Apesar disso, a natureza danosa das políticas populistas é ofuscada por seu viés apelativo.

A teoria econômica sugere que as desigualdades econômicas regionais diminuem à medida que regiões mais pobres (e mais baratas de se produzir) atraem investimentos que as fazem crescer mais rápido que as regiões mais ricas. Essa teoria resistiu durante o século XX. Mas não mais. Países ricos estão evitando os mais pobres, e isso traz sérias consequências. As oportunidades, agora, são limitadas para aqueles que estão em regiões mais pobres, e a economia em geral sofre.

Essa mudança é resultado de grandes forças. Na economia moderna, a escala é cada vez mais importante. Empresas com grandes reservas de dados podem operar de forma melhor e mais eficiente. Redes sociais com o maior número de usuários são as que fazem mais sucesso. A bolsa de valores com maior número de investidores é a melhor para levantar capital.

Para os políticos, o melhor a fazer é manter o foco em acelerar a difusão de novas tecnologias e de práticas comerciais provenientes de regiões com alto desempenho econômico. Estimular a política de concorrência também seria benéfico, pois reduz a concentração industrial, algo que ceifa a economia de dinamismo.

Outro passo importante seria ampliar a missão das universidades. No século XIX, os EUA criaram muitas universidades públicas destinadas a ensinar boas práticas de agricultura e gerenciamento de fábricas em pequenas cidades e áreas rurais. As instituições poderiam desempenhar novamente esse papel, desta vez com foco em novas tecnologias.

Fontes:
The Economist-The right way to help declining places

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1 Opinião

  1. laercio disse:

    Cada país tem uma realidade. Quanto ao Brasil, salvo as políticas, não temos razoes para temer o descaso dos países desenvolvidos. Para tanto temos que fazer uma reforma geral em nossa sociedade, isto é perfeitamente possível mas as políticas diversas tem impedido até que se desenvolvam assuntos nesse sentido. Nossa população não tem conhecimento técnico e detém péssimos índices de aproveitamento escolar, então devemos criar algo a altura para fazer frente a este tipo de público. Tudo começa com uma mudança radical na sociedade, primeiro se faz necessário acabar com as favelas, ou seja, criação de bairros planejados que tenham habitações com disposições físicas voltadas para a implantação de micro empresas de produtos ou serviços… um terreno de 250 metros quadrados é suficiente para abrigar diversas atividades trazendo ocupação e renda para os entes familiares que residirem no imóvel, vejam senhores, cultivo de vegetais por meio de hidroponia, criação de caprinos e até bovinos aonde podem ser extraído leite para venda e produção de derivados, criação de aves para produção de ovos, imóvel com disposições físicas para aproveitamento da luz solar, águas pluviais e até criação de peixes em lajes…
    As famílias com pouca informação terão condições de exercerem suas atividades na própria residência fazendo com que haja economia diversa e melhores condições gerais para iniciar um trabalho de especialização técnica e ou estudantil. O fim das favelas é possível com a criação de antes da qualificação profissional, mesmo porque não há como qualificar tanta pessoas ao mesmo tempo conforme requer o futuro que já se faz presente. A absorção da população pelo trabalho e renda será um diferencial para se iniciar o processo de qualificação daqueles em faze estudantil, dai começará o primeiro passo para que possamos criar nossas tecnologias e não sermos vitimas dos descasos dos países desenvolvidos; ou tomemos a iniciativa ou seremos esmagados economicamente.

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