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Impostômetro alcança marca de R$ 2,2 trilhões pela primeira vez

Até o final de 2018, o montante referente ao pagamento de impostos e tributos no Brasil deve totalizar R$ 2,388 trilhões, valor 9,98% superior a 2017

Impostômetro alcança marca de R$ 2,2 trilhões pela primeira vez
Caso descontada a inflação, o aumento real entre 2017 e 2018 é de 5,55% (Foto: Divulgação/ACSP)

O Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que mede os impostos pagos por brasileiros desde o primeiro dia do ano, atingiu pela primeira vez a marca de R$ 2,2 trilhões. O montante foi alcançado às 7h35 desta quinta-feira, 6.

A estimativa é que, até o fim do ano, o valor arrecadado por União, estados e municípios chegue a R$ 2,388 trilhões. Se comparado com 2017, o montante representa um aumento de 9,98%. Caso descontada a inflação, o aumento real é de 5,55%.

O Impostômetro, que também pode ser acompanhado online, foi instalado em frente a sede da ACSP, em São Paulo, em 2005. Apenas no estado, o valor do tributo já ultrapassou R$ 813,3 bilhões. Os impostos de São Paulo representam 37,39% dos arrecadados em todo o Brasil.

“Apesar de ter mais dinheiro nos cofres públicos, os serviços para a população brasileira – segurança, saúde, educação – não melhoram, o que transparece que o Estado precisa se ajustar pelo lado dos gastos, gerenciando-os melhor”, afirmou Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do estado de São Paulo (Facesp), sobre o montante arrecadado até o momento.

Lembrando ainda que há municípios com dívidas astronômicas, Burti sugere que o novo governo eleito não eleve o valor de impostos, mas que reequilibre as contas públicas através de “reformas estruturantes”.

O site do Impostômetro destaca ainda diferentes tipos de compras e investimentos que poderiam ser feitos com o valor arrecadado com tributos até o momento. Por exemplo, seria possível comprar mais de 2,3 milhões de apartamentos com três quartos em Campestre, Santo Andre (SP), ou mais de 3,1 milhões no centro de Guarulhos (SP), ou mais de 1,3 milhões em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

O dinheiro também permitiria comprar mais de 5 bilhões de cestas básicas ou mais de 6 milhões de carros BMW M2 2.0. Se fosse transportar o dinheiro, em notas de R$ 100, seriam necessários, pelo menos, 726 contêineres.

O Impostômetro mostra ainda que o valor permitira receber 10 salários mínimos por mês por mais de 19,5 milhões de anos, ou 50 salários mínimos por 3,9 milhões. Se fosse aplicado na poupança, o dinheiro renderia juros superiores a R$ 17,76 milhões por hora e R$ 296 mil por minuto.

 

Leia também: Impostômetro: brasileiro bate recorde de pagamento de tributos
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1 Opinião

  1. Moura disse:

    O duro é que não temos retorno destes impostos. Falta Saúde, Segurança, Educação, mobilidade urbana nas grandes cidades, infraestrutura, saneamento…
    E os inconfidentes lutaram contra 20 de impostos…

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