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o valor do câmbio

Índice Big Mac

A Economist mede a taxa de câmbio baseada numa teoria que leva em conta o preço dos produtos, mais especificamente um sanduíche. O Brasil não vai muito bem, com um Big Mac equivalente a US$5,25

Índice Big Mac
País com o Big Mac mais caro é a Noruega (Reprodução/Internet)

Ano passado, o Federal Reserve (FED), o banco central americano, declarou que começaria a diminuir o estímulo monetário para compra de ativos. Isso foi o suficiente para desestabilizar as moedas dos mercados emergentes e fazer cair as taxas de câmbio do grupo conhecido como “fragile five”, ou “os cinco frágeis”, composto por Brasil, Índia, Estados Unidos, África do Sul e Turquia. Agora que isso finalmente começou a acontecer, quais moedas estão mais suscetíveis à instabilidade?

O índice Big Mac, medidor de taxa de câmbio da Economist, oferece algumas pistas para reflexão. O índice é baseado na teoria da Paridade do Poder de Compra (PPC), que afirma que as moedas devem, a longo prazo, ajustar as taxas para fazer uma cesta de bens e serviços custar o mesmo onde quer que elas sejam compradas. A cesta da Economist contém apenas um item: um Big Mac, uma vez que seus ingredientes são os mesmos em todo o mundo exceto na Índia, onde o Maharaja Mac é feito de frango.

Porque comprar um Big Mac na Noruega, por exemplo, custa, convertendo a moeda, US$ 7,80, enquanto nos Estados Unidos ele custa US$4,62? O nosso índice sugere que a moeda norueguesa é em quase 70% supervalorizada. Das cinco economias emergentes citadas, o Brasil parece como a mais vulnerável, porque um Big Mac lá custa o equivalente a US$ 5,25.

No curto prazo, no entanto, são os fatores financeiros e econômicos, juntamente com a confiança ou a falta dela, que possuem influência nos mercados cambiais. O Brasil está com um déficit de 3% do PIB, mas tem um estoque saudável de reservas em moeda estrangeira para usar, se necessário. Embora a credibilidade do governo brasileiro tenha diminuído, o Banco Central recuperou um pouco de respeito, aumentando as taxas de juros.

Por outro lado, a Turquia e a África do Sul têm déficits que são duas vezes maiores que o do Brasil. Suas reservas cambiais são muito menores do que as brasileiras. A lira turca , que despencou nos últimos dias, também foi afetada pela recusa do Banco Central em elevar as taxas de juros. A lira tem tido um dos piores desempenhos monetários em nosso índice em relação ao ano passado. Ela ele oscilou de 9% para 19%.

Embora as novas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta semana sejam de um aumento do crescimento global de 3% em 2013 para 3,7% em 2014, a demanda por commodities deverá permanecer contida. Isso já vem afetando as moedas de economias ricas em recursos, como Austrália e Canadá.

O FMI prevê um crescimento para a Zona do Euro de apenas 1% este ano. A força do euro é ruim para exportadores e lança uma sombra sobre a recuperação da zona de 18 países que já se revela vacilante. Em contraste, a libra esterlina está no nível certo.

O índice Big Mac em breve será reforçado com a adição do dong vietnamita, já que o McDonald’s está prestes a abrir sua primeira filial no Vietnã, o primeiro novo país a acolher a cadeia de fast-food em 15 anos.

Fontes:
The Economist-Grease-proof taper

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