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Índice Big Mac, da ‘Economist’, aponta sobrevalorização do real

Preço do Big Mac no Brasil está sobrevalorizado em 9% comparado ao preço nos EUA. Dólar deveria valer R$2,82

Índice Big Mac, da ‘Economist’, aponta sobrevalorização do real
Índice Big Mac serve para explicar, de forma divertida, os relativos valores das moedas estrangeiras (Reprodução/Economist)

Apesar da alta do dólar, cotado a R$ 2,656 na última segunda-feira, 19, a moeda brasileira segue sobrevalorizada, como mostra o índice Big Mac divulgado semestralmente pela revista Economist.

Criado em 1986, o Índice Big Mac serve para explicar, de forma divertida,  os relativos graficoeconvalores das moedas estrangeiras. O índice, que analisa o preço do Big Mac em 57 países, é baseado na teoria da “paridade de poder de compra”, segundo a qual as taxas de câmbio deveriam realizar um ajuste para que uma cesta de mercadorias idênticas custe o mesmo em todos os lugares do mundo. A cesta da Economist contém apenas um item: o Big Mac, que é feito com a mesma receita em quase todos os países.

A compra de um Big Mac na Dinamarca, por exemplo, custa US$5,38 em taxas de câmbio de mercado, em comparação com US$4,79 nos EUA, por isso o índice sugere que a coroa dinamarquesa está 12% sobrevalorizada (veja no gráfico).

Segundo o índice, as moedas que mais perderam valor este ano são aquelas de grandes exportadores de commodities. O real brasileiro, que estava sobrevalorizado em 22% há seis meses, está atualmente 9% mais alto do que deveria. Por aqui, o Big Mac custa US$5,21 (R$13,50), ou seja, o preço no Brasil está sobrevalorizado em 9% comparado ao preço nos EUA. De acordo com o índice, o dólar deveria valer R$2,82.

O Brasil tem o quarto Big Mac mais caro, atrás da Suíça (em primeiro lugar), Noruega e Dinamarca. No índice ajustado por PIB per capita, o Brasil tem o Big Mac mais caro, sobrevalorizado em 68,5%.

Outras moedas que perderam valor nos últimos meses foram o dólar canadense, a coroa norueguesa e o rublo russo.As poucas moedas que aumentaram em valor em relação ao dólar nos últimos seis meses foram as de grandes importadores de energia, como China e Índia. Ainda assim, na China, o sanduíche custa apenas US$2,77, indicando que o yuan continua subvalorizado em 42%.

 

Fontes:
The Economist - Oily and easy

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