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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Investimentos em TI voltam a crescer em 2017

Brasil é o nono país do mundo e primeiro da América Latina com os maiores investimentos no setor de tecnologia da informação

Investimentos em TI voltam a crescer em 2017
Ao longo de 2017, o setor de TI movimentou US$ 38 bilhões somente no Brasil (Foto: Pixabay)

O mercado de Tecnologia da Informação (TI) brasileiro cresceu 4,5% em 2017 em comparação com 2016, quando registrou uma redução de 3,6%, e permaneceu entre os 10 países com maiores investimentos no setor. As informações foram divulgadas na noite da última segunda-feira, 26, em um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), em parceria com a consultoria International Data Corporation (IDC).

Ao longo de 2017, o setor de TI movimentou US$ 38 bilhões somente no Brasil, ficando em nono lugar entre os países que mais investiram no mundo. Se verificado somente os países da América Latina, o Brasil foi a nação que mais investiu, sendo seguido por México (US$ 20,6 bilhões) e Argentina (US$ 8,4 bilhões).

No mundo, as maiores movimentações foram dos Estados Unidos (US$ 751 bilhões) e China (US$ 244 bilhões). Nações como Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e Índia também aparecem entre os 10 maiores investimentos. Ao todo, foram movimentados, no setor de tecnologia da informação – que engloba hardwares, softwares e serviços relacionados – cerca de US$ 2,07 trilhões em todo o mundo em 2017.

“Os investimentos em TI voltaram a crescer no Brasil e o país vai aos poucos recuperando o espaço perdido nos últimos anos. Importante destacar que retomamos parte do ‘market share’ perdido na America Latina no ano passado e mantivemos nossa posição de liderança, agora ainda mais destacada, responsáveis por 39,1% do total de investimento do continente, que foi de US$ 97,3 bilhões”, afirmou o presidente do Conselho da ABES, Jorge Sukarie.

Já os investimentos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) somaram, em todo o mundo, US$ 3,55 trilhões, com o Brasil sendo o sexto maior do setor, movimentando US$ 105 bilhões.

Jorge Sukarie se mostra bastante positivo para o ano de 2018 no Brasil, afirmando que será “o ano da recuperação”. De acordo com suas expectativas, os investimentos em tecnologia serão baseados em “Cloud”, “Big Data/Analytics”, “Social Business” e “Mobility”, que são os quatro principais pilares da transformação digital. Dessa forma, espera-se um crescimento de 4,1% no setor de TI.

Fundada em 1986, a ABES conta com 2 mil empresas associadas ou conveniadas, sendo o órgão mais representativo do setor de TI. Essas companhias são responsáveis pela geração de 200 mil empregos e um faturamento de US$ 20 bilhões anuais, cerca de 86% do faturamento do segmento no Brasil.

Programa de integridade

Durante o jantar de posse dos 10 novos executivos do conselho deliberativo, quando os dados foram apresentados, a ABES também anunciou o seu programa de integridade e compilance, desenvolvido pelo Escritório Mattos Filho.

A iniciativa objetiva educar seus associados para que sejam desenvolvidos programas semelhantes, além da incorporação de regras éticas contra a corrupção e a concorrência desleal, incentivando o crescimento do setor de tecnologia.

“Além de trazer mais transparência nas relações da entidade com seus associados, colaboradores, fornecedores e entes públicos, esses documentos servirão como um guia para que os nossos associados possam criar seu próprio Programa de Integridade e Compliance. Todos os documentos poderão ser acessados no Portal da ABES”, destacou o presidente da ABES, Francisco Camargo.

Ademais, está previsto dentro do programa a criação de um portal para denúncias anônimas independente, permitindo que os associados denunciem qualquer atitude antiética ou corrupta dentro das empresas.

O evento de apresentação do conselho deliberativo e de anúncio dos novos dados do setor contou com a presença do secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Thiago Camargo; e da chefe do Departamento de Produtos da Área de Planejamento do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Irecê Fraga.

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