Início » Economia » Leitor comenta a criação da Brasil Foods
Opinião Pública

Leitor comenta a criação da Brasil Foods

Markut foi escolhido como a Opinião Pública da semana. Participe também comentando nas matérias

Leitor comenta a criação da Brasil Foods
Fonte: Opinião e Notícia

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

O leitor Markut comentou a matéria “Criação de Brasil Foods tira opções de produtos de consumidor” e foi escolhido como a Opinião Pública da semana. E você? Já deu sua opinião?

Leia abaixo a opinião do leitor sobre o caso:

Que o consumidor será o que menos vantagem levará com essa briga de
gigantes, é cristalino (remember Pão de Açúcar- Carrefour- BNDS).O
governo, como sempre, com o seu caolho viés estadista, detesta a
competição.

Por outro lado, a terrível concentração da indústria da alimentação
tem, no seu bojo, outra triste consequência, no que concerne ao fato
de a sociedade de consumo ser refém da qualidade nutricional da comida industrializada.

Afora o problema das angústias existenciais do cidadão,
principalmente, o das grandes metrópoles, isso muito tem a ver com o
surto pandêmico da obesidade mórbida (adultos e crianças), dada a
quantidade de gorduras, corantes, sódio, etc.,que se tornam
necessários, a fim de o processo produção-consumo ter que suportar o
tempo decorrido, entre os dois extremos.

Enfeite-se isso com um invólucro colorido e chamativo e uma gritante e milionária campanha publicitária e o prato está servido à nossa mesa.

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

7 Opiniões

  1. Regina Caldas disse:

    O sério problema ocasionado pela má alimentação relaciona-se à desnutrição. Pessoas mal alimentadas na primeira infância e na juventude tendem a ingerir alimentos mais calóricos e mais gordurosos. Não só no Brasil, mas nos USA e em qualquer outro país, as classes emergentes pagam o preço em doenças como diabetes e pressão alta causadas por excessos na alimentação. Que, na verdade, camuflam um problema de desnutrição.
    Ao invés de um Bolsa Família que na verdade não tem condição de suprir as necessidades de proteínas e vitaminas que reverteriam o problema da desnutrição, o governo poderia gastar este recurso incentivando o cultivo de hortas familiares e á criação de animais domésticos como frango, cabras e porcos.
    Parabéns pela sua exposição Markut! O mau hábito nos grandes centros, de um consumo exagerado de embutidos e alimentos prontos congelados é péssimo e deve ser combatido. Não vale como desculpa à falta de tempo e praticidade. A saúde importa mais que isto.

  2. Carlos U. Pozzobon disse:

    Primeiro foi a concentração na área dos frigoríficos, com a fusão do JBS-Bertin em 2009, seguida por outros frigoríficos menores. O preço da carne subiu e o BNDES se tornou sócio, investindo até mesmo na aquisição de empresas no exterior. Agora vem a fusão Sadia-Perdigão contemplar a concentração na área da carne de frango e porco. O que o Brasil ganha com isso? A desculpa do governo era de criar empresas mais fortes que não se deixassem comprar por outras internacionais. Mas não convence. O consumidor sai perdendo, como disse Markun, e as pequenas empresas que restaram (que não são poucas), ficarão na aflição de sofrerem “damping” e desaparecerem. E o produtor rural terceirizado, já começou a sofrer achatamento de preços, como ocorreu na área dos bovinos. Segundo reportagem da semana passada, na região de Videiras (sede da Perdigão), o preço da carne paga ao produtor rural caiu de R$4,5 para R$3,95 o kilo. Em resumo, o governo faz o contrário do que devia: em vez de preservar a competição, favorece a monopolização. Não tenho dúvidas que essa política é socialista.

  3. Peter Pablo Delfim disse:

    Markut, os problemas que colocas com tanta propriedade quase inexistiam antigamente. Bons tempos aqueles.
    A Regina Caldas faz uma referência muito importante. Lembro que em minha infância o governo patrocinava programas como o do “cinturão verde”. As pessoas lá iam buscar, de graça, mudas e sementes de todos os tipos de verduras, frutas e legumes. Também eram distribuídos, gratuitamente pintos para que se iniciasse em casa uma criação de galinhas para o sustento familiar. Pouquissimos vizinhos não tinham algumas galinhas e patos, e uma pequena horta em casa ou um pomar.

  4. Helo disse:

    Comer é como saber ler, se aprende. A escola devia ensinar a cozinhar. Nas cidades cada vez se sabe menos, daí o grande consumo de enlatados,lanches,miojo, desnutrição e obesidade.

  5. carlos alberto martins disse:

    Sou um sobrevivente dos bons tempos em que ao chegar em casa ,após um dia de arduo trabalho,tinha o prazer de ver meus filhos e minha esposa,alegres com minha chegada.O aroma que vinha do fogão éra de dar agua na boca:um feijão enriquecido com carnes e temperos,a sobremesa então éra de arrepiar:cangica com coco e leite condensado,que éra servida lógo após um jantar perfeito.Ainda bem que passados 50 anos de muito amor,mantemos a tradição.Hoje em dia,o pai ao chegar em casa,no maior bagaço,espera a mulher chegar do trabalho ,e,ao chegar vai direto a geladeira,para retirar para aquecer,fritas,pizas.lazanha ou qualquer outro produto que já venha pré preparado,até a sobremesa é assim.Culpa dos tempos modernos,e de uma sociedade que não valorizou a mulher como mãe presente em todos os momentos na dedicação ao lar e aos que tanto ama.Hoje em dia a mulher é tida como uma reforçadora no orçamento doméstico,onde partilha com o marido no pagamento de despezas.A mulher sendo tão aviltada no que tem de melhor ao cuidar do lar,não pode mais ser mãe dedicada ou então a companheira que lhe fornecerá o momento de tranquilidade e amor.Quando chega da rua éla já está pregada de tanto aturar tantas e boas em seu emprego,no transito etc.Nossos filhos tambem acabam não tendo um boa refeição,e,nem,o aféto de quem mais precisam para lhes ensinarem o caminho de como viver saudavelmente,em,um mundo de porcarias enlatadas,e,pré fabricadas.Está faltando uma valorização do lar e de aféto,para com a mulher.

  6. Markut disse:

    Obrigado, Regina, pelas suas referências. Mas, lhe pergunto: onde caberiam, hoje, uma horta familiar e espaço para criação de porcos, galinhas, patos, etc.? Na área de serviço de um apartamento?
    Vejo, com melancolia,tambem, o saudosismo de Carlos Alberto Martins, de um tempo que já não voltará.
    Estamos, enquanto vivos, atrelados a circunstâncias estressantes, para as quais , bem ou mal, temos que nos adaptar.
    Muito ajudaria uma gestão pública meritocrática, capaz de ter a necessária sensibilidade para amenizar os inevitaveis males da grande concentração urbana.
    Falta espírito de Estadista, voltado para os graves problemas sociais e urbanísticos.

  7. João disse:

    É isso ai Markut; com tantas terras dissolutas, e a população sobrevivendo a trabalhar, para manter as aparencias e as mordomias sda minoria, sem ter acesso a uma alimentação sadia!
    Dai talvez o ditado; comendo pescoço de frango e arrotando peru!

    Mas para cumulo da inocencia; Se em época de eleição, se empresarios e banqueiros investirem na midia e criarem um novo salvador da patria, prometendo acabar com a fome no mundo, acaba sendo eleito! Mas lógico, investem esperando retorno! E cabe é, até novos sentido a sua frase!> Enfeite-se isso com um invólucro colorido e chamativo e uma gritante e milionária campanha publicitária e o prato está servido à nossa mesa.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *