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Lemann e Abilio miram um novo nicho promissor: padarias

Jorge Paulo Lemann, da Ambev, e Abilio Diniz, do Pão de Açúcar, unem forças para investir em padaria paulistana que promete dar lugar à primeira rede nacional de padarias do país

Lemann e Abilio miram um novo nicho promissor: padarias
Terreno fértil: o Brasil tem hoje 63 mil padarias, que movimentam R$ 80 bilhões por ano (Foto: Pixabay)

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Dois dos empresários mais bem-sucedidos do país – Abilio Diniz, do Pão de Açúcar, e Jorge Paulo Lemann, da Ambev – uniram forças para investir em um dos únicos segmentos de alimentação no país que ainda não foi profissionalizado: padarias, um nicho rentável, pouco explorado pelas grandes empresas e dominado por pequenos negócios familiares. De olho neste terreno fértil, Diniz e Lemann compraram, em agosto passado, a rede de padarias Benjamin Abrahão, de São Paulo. A estratégia não difere do estilo ambicioso da dupla. Eles pretendem criar a primeira grande cadeia de padarias de alcance nacional no Brasil.

Os fundos de investimento Innova Capital, de Lemann, e Península, de Diniz, foram abordados pela empresária portuguesa Rita Cássia de Sousa Coutinho, da Ocean, no fim de 2014 com a ideia de entrarem no ramo das padarias no Brasil. Rita, que também é sócia da empresa, sugeriu a compra de uma padaria já em funcionamento e, após uma análise de mercado, a Benjamin Abrahão foi escolhida. O fundador que dá nome ao negócio começou vendendo doces e salgados em feiras de rua em São Paulo nos anos 1940 e hoje tem duas unidades em bairros nobres e seis em universidades da capital. A produção, atualmente, é tocada por Felipe, um dos netos de Benjamin.  O valor da compra não foi revelado, mas o mercado estima que os fundos pagaram R$ 20 milhões pelo negócio.

A rede passou os últimos meses se reorganizando, com foco no controle de matéria-prima, treinamento de pessoal e informatização, e deve ganhar uma nova cara. O layout terá sua estreia em duas unidades em bairros nobres, que servirão de teste para o modelo que dará escala ao negócio.

Rita acredita que será possível dobrar o número de padarias da rede, que se chamará apenas Benjamin, até o fim do ano. Os empreendimentos serão compactos, de até 120m² e venderão pães, doces, salgados e refeições rápidas. A ideia, a princípio, é abrir lojas próprias , embora um modelo de franquias não tenha sido descartado pelo trio de investidores.

A família Abrahão manterá uma pequena participação de 10%, enquanto Innova, Península e Ocean ficarão com cerca de 30% cada. Rita será a presidente. O projeto, segundo especialistas, tem potencial para tornar-se líder do setor de panificação em curto prazo.

O Brasil tem hoje 63 mil padarias, que movimentam R$ 80 bilhões por ano, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação (Abip).

 

Fontes:
Estadão - Abilio e Lemann dão o primeiro passo para criar rede nacional de padarias

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4 Opiniões

  1. Roberto1776 disse:

    A primeira rede não seria, pois a pioneira foi a defunta e maravilhosa PÃO E COMPANHIA.

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    Acredito que eles sabem que o trigo vem da Argentina pois o nosso não dá o suficiente para a demanda e as padarias de bairro fabricam pães de pior qualidade e acredito que se for feito uma fiscalização sanitária a maioria fechará.O bom seria que a vigilância sanitária fizesse uma visita as padarias de bairro pobres e iriam ver o que se passa lá por trás.

  3. Almanakut Brasil disse:

    63 mil padarias em país com mais de 200 milhões de habitantes, é pouco!

  4. Joao Pedro disse:

    Tem que mudar esse nome das padarias. Nome mais português ou Brasileiro.

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