Início » Economia » Maduro critica as sanções dos EUA contra a Venezuela
'ILEGAL E INSOLENTE'

Maduro critica as sanções dos EUA contra a Venezuela

Presidente venezuelano disse que a punição americana contra 13 funcionários e ex-funcionários de seu governo é ‘ilegal, insolente e insólita’

Maduro critica as sanções dos EUA contra a Venezuela
Governo Maduro vem sendo alvo de forte pressão interna e externa (Foto: Prensa Miraflores)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rechaçou as sanções anunciadas pelos EUA na última quarta-feira, 26, contra 13 funcionários e ex-funcionários de seu governo por questões como corrupção, repressão de protestos da oposição e apoio ao projeto de Assembleia Constituinte.

As sanções foram impostas a apenas quatro dias da votação que deve escolher os membros da Constituinte, marcada para o próximo dia 30. Trata-se do primeiro passo do presidente Donald Trump em sua promessa de endurecer a postura dos EUA contra o regime de Maduro.

Maduro criticou a medida em um comício em Caracas a favor da assembleia. Em discurso, ele chamou a punição de “ilegal, insolente e insólita”. “O que pensam os imperialistas dos Estados Unidos? Que são o governo mundial? Não aceitamos. Os filhos de Bolívar não se rendem!”, disse o presidente, que em seguida condecorou os alvos afetados pelas sanções.

Entre os alvos das sanções estão os ministros da Educação, Elías Jaua, e do Interior, Néstor Reverol, a chefe do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, o diretor-geral da Polícia Nacional Bolivariana, Carlos Pérez Ampueda, e o chefe do Exército, Jesús Suárez. Também foram incluídos funcionários e ex-funcionários da estatal petroleira da Venezuela, a PDVSA.

Os afetados terão os bens nos EUA congelados, caso possuam, e serão proibidos de fazer acordos comerciais com cidadãos americanos.

Recentemente, Trump declarou que “tomaria rápidas e fortes medidas econômicas”, caso o governo Maduro insistisse em realizar a votação da assembleia no dia 30. “Os Estados Unidos não ficarão quietos enquanto a Venezuela desmorona. Se o regime de Maduro impor sua Assembleia Constituinte em 30 de julho, os EUA tomarão medidas econômicas fortes e rápidas”, disse Trump.

O governo Maduro vem sendo alvo de forte pressão interna e externa contra a Assembleia Constituinte, que vai redefinir a Constituição de 1999. No dia 17 deste mês, um plebiscito informal convocado pela oposição levou 7,1 milhões de venezuelanos às urnas. Deste total, 98% votaram contra a assembleia. Na semana passada, os países-membros do Mercosul reconheceram formalmente a ruptura da democracia na Venezuela.

Fontes:
O Globo-Maduro rejeita 'insolentes' sanções dos EUA a funcionários da Venezuela
DW-EUA impõem sanções a altos funcionários da Venezuela

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Lucinda Telles disse:

    O Maduro é um jumento, será que ele sabe o significado das palavras que usou?

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *