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Maduro aumenta em 35 vezes o salário mínimo

Medida faz parte do plano de recuperação econômica do governo Maduro

Maduro aumenta em 35 vezes o salário mínimo
Salário mínimo passará a ser de 1,8 mil bolívares (Foto: Twitter/Nicolás Maduro)

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou um aumento de 35 vezes no salário mínimo. Agora, o vencimento passará a ser de 1,8 mil bolívares (cerca de R$ 125). Apesar de parecer generoso, o novo valor gerou polêmica.

A Venezuela passa por uma intensa crise e ainda tenta reencontrar o caminho do crescimento econômico. O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu uma inflação de 1.000.000% para 2018. Os comerciantes estão preocupados, pois, caso empreguem esse novo valor do salário mínimo, podem ter de fechar as portas dos negócios.

Segundo o decreto, assinado pelo chefe de Estado, o pagamento é “obrigatório em todo o território nacional”, seja para trabalhadores do setor privado ou público. Além do aumento salarial, os empregados também terão direito a um valor para alimentação, um bônus, em 10% do total do vencimento mínimo, ou seja, 180 bolívares (cerca de R$ 12,50).

O aumento do salário mínimo, porém, não pode ser traduzido em um benefício real para os venezuelanos. Somado à hiperinflação que atinge o país, a moeda venezuelana sofreu uma desvalorização de 95,8% – e a perda de cinco zeros -, enquanto os preços dos produtos não param de subir.

A nova medida faz parte do plano de recuperação econômica do governo Maduro, que foi lançado oficialmente no último dia 20 de agosto. A nova iniciativa do governo, entre outras medidas, também prevê a fixação de preços dos alimentos da cesta básica, aumento de impostos e uma elevação no preço da gasolina.

Quando anunciou o aumento no preço do combustível – colocando-o em um padrão internacional -, Maduro explicou que é uma forma de impedir que a gasolina continue sendo contrabandeada – a Venezuela é conhecida por ter a gasolina mais barata do mundo. De acordo com Maduro, a Venezuela perde cerca de US$ 18 bilhões por ano devido ao tráfico ilegal de combustíveis.

O reajuste de preços da gasolina não vai atingir todos os venezuelanos. As 17 mil pessoas que se inscreveram no programa Carnê da Pátria – que controla acesso a alimentos subsidiados, medicamentos, hospitais, ensino público e benefícios sociais – terá o preço subsidiado mantido. Ademais, os venezuelanos que se cadastraram no Censo de Transporte também continuarão comprando o combustível pelo preço subsidiado.

A Venezuela continua passando por um momento delicado. Mais de 2,3 milhões de venezuelanos já deixaram o país, fugindo da crise humanitária, política e econômica que assola a nação.

 

Leia também: Maduro convida venezuelanos a voltarem para o país
Leia também: O que é a hiperinflação enfrentada pela Venezuela?

Fontes:
G1-Venezuela oficializa novo salário mínimo 35 vezes superior ao anterior

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