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EMPENHO DIPLOMÁTICO

Maduro se reúne com Erdogan e Putin

Numa tentativa de contornar o isolamento vivido no continente americano, Maduro recorre aos presidentes da Turquia e da Rússia

Maduro se reúne com Erdogan e Putin
Um dia após receber Erdogan, em Caracas, Maduro viajou para Moscou (Foto: Twitter/Nicolás Maduro)

O presidente venezuelano Nicolás Maduro iniciou nesta semana um empenho diplomático para estreitar laços com aliados, fechar acordos e contornar o isolamento regional que seu país enfrenta no continente americano.

Na última segunda-feira, 3, Maduro recebeu, em Caracas, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que participou do Fórum de Negócios Venezuela-Turquia. Na visita, Erdogan depositou flores no túmulo de Simón Bolívar e, depois, se reuniu com Maduro para discutir negócios entre os países.

Os líderes assinaram uma série de acordos, que abrangem os setores de petróleo, turismo e transporte marítimo, além de exploração mineral. Maduro recebeu de Erdogan a promessa de um investimento de 4,5 bilhões de euros na Venezuela, o que ajudaria a aliviar a profunda crise econômica no país vizinho.

Maduro e Erdogan participam do fórum em Caracas (Foto: Twitter/Nicolás Maduro)

Maduro e Erdogan participam do fórum em Caracas (Foto: Twitter/Nicolás Maduro)

No Twitter, Maduro celebrou a visita do aliado. “A visita oficial do irmão presidente Erdoğan começou com o Fórum de Negócios Venezuela-Turquia, no qual alcançamos uma intenção comercial de mais de 4,5 milhões de euros. Um relacionamento econômico próspero para o benefício de nossos povos”, escreveu Maduro.

Erdogan afirmou que a Venezuela é vítima de “ataques e sabotagens” externas e que “a Turquia está do lado da Venezuela nisso”. Sem citar diretamente os Estados Unidos, o presidente turco também falou sobre as sanções financeiras e individuais aplicadas à Venezuela. “Você não pode punir um povo inteiro para resolver desentendimentos políticos, sabe-se isso pelas experiências amargas do passado”, disse Erdogan.

Assim como Maduro, Erdogan tem uma tensa relação com Washington. Desde 2016, o presidente turco exige do governo americano a extradição do clérigo Fethullah Gülen, a quem acusa de orquestrar o fracassado golpe de Estado contra seu governo naquele ano. Os EUA, no entanto, afirmam que o governo turco não apresentou evidências que comprovem a participação do clérigo, para que a extradição seja acordada. Gülen vive em autoexílio na Pensilvânia, nos Estados Unidos, desde 1999.

Erdogan também diverge do governo americano em questões como a guerra na Síria. O presidente turco acusa os EUA de financiar a milícia curda YPG, que luta pela emancipação do chamado Curdistão, cujo território abrange o sul da Turquia e o norte do Iraque, além de partes da Síria, do Irã e da Armênia.

Viagem à Rússia

Um dia após receber Erdogan, Maduro viajou para a Rússia para se encontrar com o presidente Vladimir Putin, em Moscou, nesta terça-feira, 4. Maduro não deu detalhes de sua agenda no encontro, afirmando apenas que trata-se de uma viagem necessária. “Estou indo para Moscou onde terei uma reunião de trabalho, necessária, com o presidente Vladimir Putin”, disse o presidente venezuelano a jornalistas no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, segundo noticiou a Agência Brasil.

Em sua conta no Twitter, Maduro disse que sua viagem tem como objetivo “desenvolver questões estratégicas” com Moscou. “A caminho da Federação da Rússia para realizar uma importante reunião de trabalho com o presidente Vladimir Putin. Vamos desenvolver questões estratégicas para os nossos países no âmbito da nossa Diplomacia Bolivariana da Paz e da construção de um mundo multipolar”, escreveu o presidente venezuelano.

Rússia e Venezuela mantêm uma estreita aliança, cultivada desde o governo de Hugo Chávez, morto em 2013. A Rússia se apresenta na América Latina como um contraponto aos EUA. A estatal de energia russa Gazprom já fechou acordos com a estatal de energia argentina YPF e tem projetos de exploração de reservas de petróleo e gás na costa venezuelana.

Em outubro do ano passado, também em visita a Moscou, Maduro agradeceu a Putin por ajudar a Venezuela em um momento de agruras econômicas. “Eu agradeço por todo o apoio, político e diplomático, em momentos difíceis pelos quais nós estamos passando. Estou muito grato pelo acordo sobre grãos, que ajudou a manter estável o consumo na Venezuela”, disse Maduro.

Na ocasião, Putin concordou em renegociar a dívida que a Venezuela tem com a Rússia e discutiu com Maduro a cooperação militar entre os países. O presidente russo destacou no encontro que a Venezuela “atravessa momentos difíceis” e elogiou a tentativa de Maduro de estabelecer um diálogo com a oposição.

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1 Opinião

  1. José Antonio Alves disse:

    A melhor coisa que o Governo russo faria para a Venezuela seria tirar este “MARICON” do governo daquele País e promover uma “PERESTROIKA” geral, dando aos venezuelanos o direito de viverem em paz e sem passarem fome.

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