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heróis do capitalismo

Magnatas da indústria x sultões do Silício

Os bilionários do setor de tecnologia têm muitas características semelhantes às da geração anterior dos titãs capitalistas, talvez demais para o bem deles

Magnatas da indústria x sultões do Silício
Ainda de uma maneira mais incisiva, são acusados de serem empresários gananciosos (Reprodução/Matt Hering)

Nos 50 anos entre o final da guerra civil norte-americana em 1865 e o início da Primeira Guerra Mundial em 1914, um grupo de empresários liderou a transformação dos Estados Unidos de um país agrícola em uma sociedade industrial, construiu impérios empresariais gigantescos e acumulou grandes fortunas.

Nos 50 anos desde que a Data General, uma das empresas inovadoras no lançamento dos primeiros microcomputadores no mercado no final da década de 1960, um grupo de empresários liderou a transformação da era industrial em uma sociedade informatizada, construiu impérios empresariais gigantescos e acumulou grandes fortunas. Quando o fundador da Walmart, Sam Walton morreu em 1992, ele era provavelmente o homem mais rico dos EUA com uma fortuna estimada em US$8 bilhões. Hoje, Bill Gates ocupa essa posição com US$82,3 bilhões.

Atualmente, referimo-nos ao primeiro grupo como os magnatas da indústria com uma reputação duvidosa. O segundo grupo, os sultões do silício, pode ter o mesmo destino de seus antecessores. Antes reverenciados por seu espírito criativo e inovador na produção de dispositivos eletrônicos para as massas, assim como Rockefeller e outros milionários que usaram práticas de exploração econômica para acumular fortunas, esses novos capitalistas estão perdendo seu brilho.

Apesar de terem diversificado seus negócios para setores diferentes dos computadores, declaram egoisticamente que só eles são capazes de resolver os problemas da humanidade, desde o envelhecimento a viagens espaciais. Ainda de uma maneira mais incisiva, são acusados de serem empresários gananciosos, que subornam políticos, têm fábricas com condições precárias onde os funcionários têm longas jornadas de trabalho e baixos salários, são rígidos com outros acionistas e, sobretudo, monopolizam os mercados.

Fontes:
The Economist-Robber barons and silicon sultans

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