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Mercado de ações da China suspende operações após queda de 7%

Queda nas ações foi causada pela retração na atividade industrial do país. Ano de 2016 prevê mais desaceleração em economias emergentes

Mercado de ações da China suspende operações após queda de 7%
Setor industrial da China registrou contração pelo 10º mês consecutivo (Foto: Flickr/Aaron Goodman)

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O mercado acionário da China suspendeu as operações nesta segunda-feira, 4, após abrir em queda de 7%. É a primeira vez que isso ocorre desde a norma estabelecida no ano passado pelo governo chinês, que determina a suspensão das operações caso o índice CSI300, que reúne as principais bolsas e bancos, registre alta ou queda de 7%.

A queda vertiginosa foi causada pela desaceleração da atividade industrial do país. Nesta segunda-feira, 4, a pesquisa oficial chinesa Índice de Gerentes de Compra mostrou que o setor industrial da China registrou contração pelo 10º mês consecutivo, caindo de 48,6 pontos em novembro, para 48,2 em dezembro.

A queda na atividade industrial prevê um cenário de mais desaceleração econômica em 2016 para a China, segunda maior economia do mundo. As economias de outros países emergentes também devem sofrer pressão este ano, afetadas por uma forte desvalorização nas moedas e pela queda no preço das commodities.

Os países da América do Sul serão os mais afetados, pois a região é uma das maiores exportadoras de matérias-primas do mundo. O real, por exemplo, encerrou 2015 em queda de 32,77% em relação ao dólar, que abriu esta segunda-feira cotado acima dos R$ 4. Além da queda nos preços das commodities a economia brasileira também é afetada pela incerteza política e fiscal e o aumento dos juros nos EUA. O peso argentino, por sua vez, registrou uma desvalorização devastadora após a eleição de Mauricio Macri, caindo mais de 30% frente ao dólar.

Outro fator que afeta as economias emergentes é a possibilidade de a China promover uma nova desvalorização do yuan este ano. A medida é estudada pelo governo chinês porque mesmo após a desvalorização feita em agosto do ano passado o yuan continuou entre as moedas mais fortes do mundo, o que prejudica a competitividade do mercado do país. Uma nova desvalorização pode ter forte impacto sobre as moedas de outros países exportadores de commodities, como o Brasil.

Fontes:
Valor-Moedas de países emergentes devem seguir pressionadas em 2016
Folha-Ações chinesas caem 7% e negócios são interrompidos pela 1ª vez após regra

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