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México e EUA firmam novo acordo comercial preliminar

Novo acordo altera o Nafta e será chamado de ‘Acordo Comercial dos Estados Unidos e do México’

México e EUA firmam novo acordo comercial preliminar
A tendência é que o Canadá retorne à mesa de negociações com o novo acordo (Foto: Wikimedia)

Depois de meses de negociações, os Estados Unidos e o México decidiram revisar trechos importantes do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). O pacto comercial, que já dura 24 anos, será renovado. No último ano, o Nafta, que envolve EUA, México e Canadá, foi alvo de frequentes críticas do governo de Donald Trump.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 27, com as novas mudanças sendo anunciadas em breve. No último sábado, 25, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já tinha usado as redes sociais para indicar que um acordo entre os países poderia estar próximo. “Um grande acordo comercial com o México pode estar acontecendo em breve!”, escreveu Trump.

Segundo o New York Times, o novo passo para o acordo comercial com o México é uma importante vitória para o governo Trump. Isso porque os Estados Unidos estão envolvidos em uma intensa guerra comercial com diferentes países do mundo. Essas mudanças no Nafta, porém, ainda excluem o Canadá, que não esteve presente nas negociações.

Uma das principais mudanças do novo acordo é que o nome “Nafta” deve ser descartado. No Salão Oval, Trump elogiou o acordo preliminar, afirmando que é “um grande dia para o comércio”. Na presença de Robert E. Lighthizer, representante comercial dos EUA, Trump afirmou que o nome da nova parceria será “Acordo Comercial dos Estados Unidos e do México”.

Trump sempre deixou claro que não gostava do nome “Nafta”. Animado com o acordo preliminar, o presidente americano apontou-o como “muito especial” para os produtores e agricultores americanos.

Na reunião de acordo estavam os ministros mexicanos da Economia e das Relações Exteriores, enquanto o presidente do México, Enrique Peña Nieto, participou por telefone. Pelas redes sociais, o chefe de Estado celebrou o acordo, mas relembrou a importância do Canadá para o entendimento comercial.

“O México e os Estados Unidos chegaram a um entendimento comercial. Desejamos que a reincorporação do Canadá às conversas consiga uma negociação trilateral bem-sucedida do Nafta nesta semana”, escreveu Peña Nieto.

No diálogo por telefone, divulgado no site da Casa Branca, tanto Enrique Peña Nieto, quanto Donald Trump demonstram vontade de incluir o Canadá no novo acordo. No entanto, Trump destacou que pode fazer um entendimento comercial distinto com o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, caso ele não concorde com os termos firmados.

“O Canadá começará as negociações em breve. Eu estarei chamando o primeiro-ministro muito em breve. E começaremos a negociação e, se quiserem negociar com justiça, faremos isso. […] Veremos se decidimos, ou não, firmar o Canadá ou apenas fazer um acordo separado com o Canadá, se eles quiserem fazer o acordo”, afirmou Trump.

Os mais críticos, porém, desconfiam da possibilidade de um novo acordo entre Canadá e os Estados Unidos. Os países têm trocado duras acusações do ponto de vista comercial, com os americanos acreditando que os canadenses têm levado vantagens pelos termos do Nafta.

Adam Austen, porta-voz da chanceler canadense Chrystia Freeland, afirmou que o Canadá é motivado pelo entendimento entre México e os Estados Unidos, mas afirmou que o país apenas assinará um novo acordo “que seja bom para o Canadá e bom para o meio”. Na última sexta-feira, 24, Freeland já havia afirmado que o Canadá retornaria à mesa de negociações assim que os EUA e o México tivessem feito progressos.

Segundo o New York Times, o novo acordo foca em regras da indústria automobilística, mas deixa de lado outras questões. O entendimento preliminar, porém, ainda precisará de uma aprovação do Congresso antes de entrar em vigor. A data da votação ainda é uma incógnita. No passado, até mesmo republicanos já haviam criticado o desejo de Trump de renegociar o Nafta.

De acordo com o novo entendimento, para que os veículos tenham tarifa zero, as montadoras teriam que fabricar os carros com, pelo menos, 75% do valor de um automóvel da América do Norte. Anteriormente, o combinado era acima de 62,5%. Ademais, será necessário usar mais aço produzido localmente. Uma certa proporção de trabalhadores terá que ganhar, pelo menos, US$ 16 por hora.

Fontes:
The New York Times-Preliminary Nafta Deal Reached Between U.S. and Mexico

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