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Com a explosão das redes sociais na web e a internet sendo usada a exaustão por inúmeras companhias, um debate bate à porta dos profissionais de comunicação: como entender e se sustentar neste mundo conectado? A discussão foi proposta pelo site Nós da Comunicação em um workshop realizado nesta quarta-feira, 18, no Rio de Janeiro. No encontro, foi possível observar as evoluções na percepção do homem sobre si mesmo e como isto se reflete nas relações humanas.
Para introduzir os participantes no que se refere à Comunicação Corporativa, Rogério da Costa, professor do programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, iniciou o encontro com uma breve história sobre a natureza do trabalho e as relações estabelecidas nesse meio. Costa trouxe à luz da filosofia de Spinoza o conceito de stakeholders. “Todos os corpos (indivíduos) são uma força em variação e não há nenhum corpo perdido. Estamos todos sempre afetando-nos uns aos outros”. Por isso, como Regina Migliori – especialista na implantação de modelos com foco em ética, valores e sustentabilidade – confirmou em sua palestra, o conceito de cadeia de valor evoluiu para o de campo de valor.
Antes, no conceito de cadeia de valor, as empresas tinham o foco no corporativo, olhavam para dentro de si mesmas. Neste novo modelo, é traçado um mapa de stakeholders, ou seja, a organização, a mídia, os consumidores, a comunidade internacional, que trabalham em rede com foco no sustentável. Todos no campo de valor trabalham cientes que suas ações afetam as outras partes e que isso forma uma teia de impactos que deve ser benéfica para a sociedade.
Para os dois palestrantes, sustentabilidade nada mais é do que um conceito reciclado de se preocupar com o bem comum e não apenas com os interesses individuais. “Estar em um campo de valor, e todos nós estamos, é conseguir dar conta de sua relação consigo mesmo e se posicionar dentro deste campo, que ninguém domina, de forma benéfica”, explica Regina, que acrescenta ainda: “a comunicação sustentável é aquela que consegue reunir os diferentes, administrando seus interesses individuais em prol do bem comum”.
Costa e Regina esclareceram também que as redes atuais são baseadas nas múltiplas relações entre as pessoas e que elas existem de forma independente da tecnologia. Os modelos antigos, baseados nos interesses próprios e na engrenagem dos processos, isto é, no que a pessoa sabe fazer e não em quem ela é, foram ultrapassados.