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Olimpíadas de 2016

MPF e TCU cobram transparência em gastos dos Jogos Olímpicos

Site criado pela Prefeitura do Rio que deveria disponibilizar todos os dados em relação às obras dos Jogos de 2016 está fora do ar

O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) querem ter acesso aos contratos e projetos das obras para as Olimpíadas do Rio em 2016. Os dois órgãos reclamam da falta de transparência da organização e temem que as despesas acabem aumentando.

O ministro Augusto Nardes foi escolhido pelo TCU para supervisionar os gastos e o destino do dinheiro aplicado nos jogos de 2016. Ao lado do procurador da República Leandro Mitidieri, que faz parte do Grupo de Trabalho das Olimpíadas do MPF, Nardes afirmou à BBC que é preciso prestar contas detalhadas à sociedade quanto aos gastos olímpicos.

“A falta de transparência é algo que nos preocupa. Estou cobrando mais governança dos Jogos, possibilitando melhor monitoramento dos gastos. Cobrei isso do Nuzman (Carlos Arthur, presidente do Comitê Rio 2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro) recentemente durante uma reunião de mais de uma hora em Brasília”, afirmou Nardes.

Um dos exemplos de gasto que foi transferido para o Governo Federal diz respeito ao gasto com o esquema de segurança dos jogos. Antes previsto como verba privada, o Ministério da Justiça já destinou R$ 350 milhões para a área.

O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse que todos os contratos de obras olímpicas seriam disponibilizados na internet por um site criado pela Prefeitura. A página (transparenciaolimpica.com.br), no entanto, está fora do ar.

O gasto total para a realização das Olimpíadas está estimado em R$ 38,7 bilhões. Esse dinheiro é dividido em três parcelas, a primeira diz respeito aos gastos do Comitê Rio 2016, são R$ 7,4 bilhões de dinheiro privado, a Matriz de Responsabilidades, construção das instalações olímpicas, consumirá R$ 6,67 bilhões dessa verba. A última parte é o plano de legado que ficará para a cidade após os jogos, correspondente a maior parcela do dinheiro, R$ 24,6 bilhões. Há ainda gastos paralelos, como indenizações às famílias da Vila Autódromo, favela localizada na região das obras que está sendo removida, que não entram em nenhuma das três frentes orçamentárias.

Fontes:
BBC-TCU e MPF cobram acesso a contratos olímpicos e orçamento do Comitê Rio 2016

2 Opiniões

  1. carlos alberto martins disse:

    se o governo federal está dizendo que o orçamento da união para 2016,é deficitário,como a anta quer fazer a copa de 2016?.é simples : novamente irá haver propinas e corrupção como na copa passada,e,como sempre irá acabar tudo em uma pizza muito cara .

  2. ney disse:

    É com o motivo de furtar a união que são promovidos esses jogos, olimpíadas, copa do mundo etc..

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