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Remessas de dinheiro

Dinheiro para os pobres

É preciso reformular a regulamentação que eleva o custo de enviar dinheiro para pessoas extremamente pobres de algumas regiões do mundo

Dinheiro para os pobres
Quando as famílias pobres começam a receber as remessas, os pais em geral tiram os filhos dos trabalhos braçais que executam e os enviam para a escola (Foto: Pixabay)

Suponha que exista uma forma de enviar dinheiro para algumas das pessoas mais pobres do mundo no momento em que precisam. Suponha também que o fluxo da remessa possa se manter estável, mesmo durante crises financeiras globais. Por fim, suponha que o dinheiro não seria desviado por funcionários corruptos locais. Com certeza, os governos sérios e bem-intencionados incentivariam essa prática e procurariam torná-la o mais barato e fácil possível.

Infelizmente, isso não acontece. As remessas de dinheiro que  trabalhadores migrantes da Índia, Filipinas e de outros lugares enviam para suas famílias, são individualmente pequenas, mas no conjunto representam somas enormes. Segundo os cálculos do Banco Mundial, esse fluxo de dinheiro para os países em desenvolvimento será de US$ 440 bilhões este ano, mais do dobro da ajuda externa. Mas essa quantia éapenas o que o banco tem controle.

O dinheiro recebido com o trabalho de alimentar crianças pequenas, ou varrer o chão e escrever códigos em países ricos resulta em uma série de benefícios, ao ser enviado para os parentes dos trabalhadores. Ele diminui a pobreza e aumenta o consumo. Quando as famílias pobres começam a receber as remessas, os pais em geral tiram os filhos dos trabalhos braçais que executam e os enviam para a escola.

No entanto, a remessa de dinheiro é cara. Em 2009, o G8, um grupo de países desenvolvidos, disse que tentaria diminuir o custo médio global do envio de fundos de 10% (o percentual na época) para 5% em cinco anos. Mas a média permanece em 7,7%, mesmo com amargem de lucro das taxas de câmbio e dos custos de transação, e a existência de empresas como MoneyGram e Western Union, que usam uma rede mundial de agentes autorizados para transferir dinheiro. Além disso, os serviços P2P de pagamentos e transferências reduziram o custo de transferir dinheiro entre os países desenvolvidos. Por sua vez, em países pobres, sobretudo na África, “o dinheiro móvel”, que pode ser transferido de uma pessoa para outra pelo celular, quase eliminou o custo de transações no continente. Porém, ainda assim, o custo das remessas continua acima do que seria desejável.

Fontes:
The Economist-Costly cash

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