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Estatal em crise

Murilo Ferreira pede afastamento da presidência do conselho da Petrobras

Presidente da Vale pediu afastamento do cargo até o dia 30 de novembro, mas jornal sugere que saída pode não ser temporária. Desentendimento com Bendine é citado como possível motivo

Murilo Ferreira pede afastamento da presidência do conselho da Petrobras
Ferreira votou contra a abertura de capital da BR Distribuidora (Foto: Agência Petrobras)

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, deixou a presidência do conselho de administração da Petrobras na tarde da última segunda-feira, 14. Ele alegou motivos pessoais para o afastamento, apenas seis meses depois de assumir o cargo por indicação do governo federal, que é o acionista majoritário da estatal.

Ferreira pediu licença do cargo até o dia 30 de novembro, informando aos outros membros através de um email na manhã da última segunda-feira.

Porém, de acordo com uma fonte ouvida pelo jornal Valor, o afastamento tem outras motivações e pode não ser temporário.Uma delas seria a divergência de ideias entre Ferreira e o atual presidente da estatal, Aldemir Bendine. O afastamento de Ferreira reforçou a informação de que o executivo não conseguiu entrar em concordância com o restante dos diretores. O suplente de Ferreira na estatal, Clóvis Torres, que é consultor da Vale, também pediu afastamento da Petrobras na última segunda-feira.

Apesar de ter sido indicado por Bendine, Murilo Ferreira e o presidente da Petrobras logo começaram a se desentender. O principal ponto de discordância entre os dois ocorreu durante a votação sobre a Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora. Ferreira votou contra e impediu a abertura de capital da principal subsidiária da Petrobras. Bendine queria usar a venda de ações para reduzir a dívida da estatal, mas Ferreira defendeu que fosse nomeado um novo gestor para a BR, um nome do mercado, para reestruturá-la antes da abertura de capital.

Outras versões para o desligamento de Murilo Ferreira sugerem que o executivo estaria tentando desvincular seu nome do governo, que vive uma crise de credibilidade. Outra teoria é a de que o presidente da Vale pediu para sair pois acredita que a Petrobras precisa de ações imediatas, o que requer um conselho harmônico, enquanto ele estava sendo um empecilho.

Fontes:
Valor-Murilo Ferreira deixa conselho da Petrobras e abre nova crise na estatal

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