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O banco central chinês está dando os primeiros passos para transformar o yuan em uma moeda global.
A China quer promover uma nova moeda para o comércio internacional a fim de conter a massiva impressão de dólar nos EUA, o que vem sendo feito como resposta do país à crise econômica, mas que ao mesmo tempo desvaloriza a moeda norte-americana. O dólar responde por 65% das reservas internacionais do mundo. Uma vez depreciado, causa perda de valor para estes estoques de divisas, o que castiga sobretudo a China, que tem um terço do total das reservas mundiais.
Desde o dia 6 de julho, algumas empresas selecionadas em cinco cidades chinesas podem usar o yuan em transações com Hong Kong, Macau e países da Associação de Nações do Sudeste Asiático. A China também já acertou com a Rússia a utilização das suas próprias moedas para o comércio bilateral, e está discutindo com o Brasil uma ideia semelhante.