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Acionistas ativistas

Acionistas aumentam ativismo nas empresas

Acionistas ativistas estão certos em se precaver

Acionistas aumentam ativismo nas empresas
Verdadeiros proprietários das empresas, acionistas vêm lutando pelos seus direitos (Reprodução/Economist)

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Até pouco tempo atrás, a única coisa previsível a respeito da uma assembleia anual de uma empresa era o tipo de tira-gosto que seria servido após o voto “sim” ter sido proferido. Isso está começando a mudar. Os conselhos de administração de empresas abertas agora passaram a perder alguns votos ocasionalmente, embora ainda não se possa falar de uma “primavera dos acionistas”. Ainda assim, a estação anual de acionistas prepostos prestes a acontecer nos EUA pode ser a mais empolgante da história. Os presidentes da Apple e da Disney têm sido criticados não apenas por suas estratégias, mas também por suas remunerações. Os acionistas ativistas estão marchando.

Já não era sem tempo. Os acionistas são os proprietários das empresas. Os executivos e conselheiros deveriam servi-los. Se os donos não estão satisfeitos com o desempenho de seus funcionários, eles têm o direito de fazer algo a respeito. Tentar aprimorar a modo de administrar uma empresa é mais construtivo que a tradicional “fuga à la Wall Street”, por meio da qual acionistas insatisfeitos simplesmente se desfazem de suas ações.

Uma razão por trás do aumento do aumento do ativismo dos acionistas é o estímulo dos reguladores, especialmente no que se refere a remunerações. Há dez anos a Grã-Bretanha exige que as empresas aprovem sua folha de pagamento de executivos em uma votação anual. Surge agora uma novapossibilidade. Em 3 de março os suíços aprovaram uma lei que obriga as empresas a realizarem uma votação anual a fim de aprovar os níveis saláriais da diretoria: por meio de outras cláusulas, o plebiscito também proibiu pagamentos de “rescisões douradas” e pacotes de demissão para membros do conselho de administração, e também bônus que encorajam a compra e venda de empresas.

Se os suíços apenas tivessem dado aos acionistas uma oportunidade anual de aprovar os salários dos executivos de uma empresa, isso teria sido uma coisa boa, mas as proibições adicionais são prejudiciais. Há vezes em que uma “rescisão dourada” para um executivo talentoso podem ser do interesse dos acionistas; seria muito melhor deixar que os acionistas decidissem isso do que proibir as empresas de fazê-lo.

*Texto traduzido e adaptado da Economist por Eduardo Sá

Fontes:
The Economist-Power to the owners

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