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Ataque orquestrado

Apple sofre enxurrada de críticas na China

Empresa de tecnologia americana é criticada em um dos seus mercados mais importantes

Apple sofre enxurrada de críticas na China
Ataques podem ser uma tentativa de conter o crescimento da Apple na China (Reprodução/Internet)

A Apple é uma das marcas mais bem-sucedidas da China, que, por sua vez, é um dos mercados mais importantes da Apple. Mas nos últimos dias a boa parceria foi surpreendida por uma enxurrada de ataques à empresa americana por partidários do Partido Comunista.

No dia 15 de março, (dia mundial dos direitos do consumidor) um programa exibido pela emissora de televisão oficial atacou as políticas da Apple na China, acusando a empresa de tratar os moradores locais como cidadãos de segunda classe. Esta semana, o jornal The People, também partidário do governo, lançou uma série de ataques à empresa, a qual acusou de ter uma “arrogância sem igual”.

Não é incomum empresas estrangeiras sofrerem ataques ocasionais na China. Às vezes, isso é bem merecido, como no ano passado quando a KFC foi criticada por vender carne de frango de qualidade duvidosa no país. Mas a Apple não infringiu nenhuma lei. Então, o que realmente estaria por trás dos ataques? Empresas rivais que teriam a ganhar com a desgraça da Apple? Ou seriam os ataques uma forma de incentivar a empresa americana a investir mais na China?

Até agora, o que se sabe é que a Apple está sendo alvo de um ataque orquestrado. Talvez a empresa, sempre arrogante, tenha falhado em reverenciar certos políticos chineses. Alguns pensam que as críticas são uma retaliação aos ataques sofridos por empresas chinesas no exterior. A União Europeia, por exemplo, vem tomando medidas hostis em relação aos painéis solares chineses. Enquanto isso os EUA declararam guerra a Huawei, gigante de telecomunicações chinesa, acusando, sem nenhuma evidência, a empresa de espionagem.

As críticas também podem ser uma tentativa de empurrar as empresas estrangeiras para fora do mercado de telefonia móvel chinês. Recentemente, um documento oficial do país afirmou que a dependência chinesa ao Android era perigosa. Censores do país podem estar querendo um sistema operacional mais fácil de monitorar e controlar.

Ninguém sabe ao certo o verdadeiro motivo dos ataques. Mas uma coisa é certa, a Apple está prestando muito atenção ao caso. “ A China é o nosso segundo maior mercado. Eu acredito que em breve se tornará o primeiro”, disse Tim Cook, CEO da empresa, à agência de notícias chinesa Xinhua.

Fontes:
The Economist-Unparalleled arrogance, undisclosed agenda

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