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Apple: um mestre Cook

O primeiro ano de Tim Cook como chefe da gigante de tecnologia foi um sucesso, mas o desafio mais difícil ainda está por vir

Apple: um mestre Cook
Após o primeiro ano de Tim Cook como presidente da Apple, empresa continua a quebrar recordes (Reprodução/AP)

Não é fácil pensar em uma sucessão mais difícil. Quando Tim Cook substituiu o enfermo Steve Jobs como executivo chefe da Apple em 24 de agosto do ano passado, ele sucedeu o homem do mundo da tecnologia que mais se aproximava de uma estrela do rock. Algumas pessoas se perguntavam como o discreto braço direito de Jobs se sairia na ausência do impetuoso e brilhante cofundador da empresa, que faleceu em outubro. Elas não precisavam ter se preocupado: a empresa continua a quebrar novos recordes no primeiro aniversário de Cook como presidente.

Em 20 de agosto, o valor de mercado da Apple chegou a mais de US$ 623 bilhões, tornando-a a empresa aberta mais valiosa (ignorando-se a inflação) de todos os tempos. Este título já foi mantido pela Microsoft, outro colosso da tecnologia, cujo valor de mercado atingiu US$ 615 bilhões em dezembro de 1999. Boa parte do crédito do sucesso fenomenal da Apple deve-se a Jobs, o pai do iPhone e do iPad, mas Cook também merece ser louvado pelo modo de ter administrado uma transição complicada.

Tal processo não foi isento de dificuldades. Em julho, as ações da Apple caíram bastante após as receitas trimestrais da empresa terem decepcionado os investidores, ainda que seu lucro líquido tenha subido em 21% para US$ 8,8 bilhões. Ademais, no início do ano a Apple foi criticada por seu uso da Foxconn, uma fornecedora criticada por ativistas sindicais por infrações como horas de trabalho excessivas em fábricas chinesas. Prontamente, Cook partiu para a China, com ampla cobertura da mídia, para inspecionar uma fábrica da Foxconn na China. Depois a Apple e a Foxconn se comprometeram a aprimorar as condições de trabalho no país.

Observadores veteranos da Apple assinalam que esse e outros episódios são um sinal de que Cook deve dar mais atenção a opiniões externas do que o seu predecessor. “Eu acho que ele é um pouco mais sensível a críticas do que Jobs”, afirma Tim Bajarin da Creative Strategies, uma consultoria. O chefe de Apple certamente atendeu a pedidos de Wall Street para distribuir parte de sua reserva em dinheiro, algo que a que Jobs notoriamente se opunha. No início do mês, a Apple pagou os primeiros dividendos desde 1995.

A grande pergunta é se o chefe da Apple aprendeu o bastante com seus predecessores para manter o élan criativo da empresa fluindo livremente. Se Cook conseguir manter os talentosos executivos sênior na empresa e inspirá-los a conquistar novos mercados, como o de TV digital, no qual a Apple ainda não causou muito impacto, a empresa conseguirá manter essa tendência. Seu grande desafio ainda está por vir.

Fontes:
The Economist-A good Cook

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