Início » Economia » Negócios » As dificuldades de antigos executivos-chefes que reassumem o cargo
Administração

As dificuldades de antigos executivos-chefes que reassumem o cargo

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Os acionistas da Apple vibraram nesta semana quando Steve Jobs anunciou que sua saúde está melhor e que ele pretende continuar à frente da empresa. Há mesmo motivo para festejar: desde que Jobs voltou à Apple, em 1996, o valor da ação da empresa aumentou quase 20 vezes.

Esta história de sucesso não se repetiu com Michael Dell, fundador da Dell, a segunda maior fabricante de computadores do mundo. Desde o seu retorno ao cargo de executivo-chefe, há quase dois anos, a empresa teve seu valor de mercado reduzido a menos da metade. Também não foi o caso de Howard Schultz, que voltou ao comando da Starbucks e um ano depois a empresa está valendo 50% menos.

O "segundo ato" de Kenneth Lay na Enron culminou com a falência da empresa, em seu julgamento por fraude e na sua morte precoce. Quando voltou à Gateway, Ted Waitt não conseguiu salvar a empresa, fundada por ele próprio. Paul Allaire também não foi feliz na segunda vez que dirigiu a Xerox.

Mesmo Steve Jobs teve um retorno difícil à Apple. Mas a maioria dos executivos-chefes que voltam ao cargo nas empresas que haviam deixado não tem um bom desempenho, mesmo porque costumam reassumir suas antigas funções em condições adversas.

Fontes:
Economist - Second-act chief executives: Comeback kings?

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *