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Batalha dos gigantes da internet

Preocupações a respeito da influência dos gigantes da internet estão se avolumando, mas órgãos antitruste devem prosseguir com cautela

Batalha dos gigantes da internet
Gigantes da internet estão envolvidos em uma luta onde o vencedor leva todos os mercados na internet (Reprodução/Economist)

Os quatro gigantes da era da internet – Google, Apple, Facebook e Amazon – são criaturas extraordinárias. Nunca antes o mundo vira empresas crescerem tão rapidamente ou espalhar seus tentáculos de modo tão grandioso. A Apple se tornou um colosso do capitalismo, responsável por 4,3% do valor do índice S&P 500 e 1,1% do mercado global de ações. Cerca de 425 milhões de pessoas usam sua loja virtual iTunes, cujas “prateleiras” estão abarrotadas de música e outros conteúdos digitais. Enquanto isso, o Google é, sem dúvida, o líder global em buscas e publicidade online. O seu software Android equipa três quartos dos telefones inteligentes sendo produzidos atualmente. A Amazon domina os mercados de varejo online e de livros eletrônicos em muitos países; menos conhecido é seu poderio em serviços de computação em nuvem. Quanto ao Facebook, caso o bilhão de usuários da rede social fosse um país, este seria o terceiro maior do mundo.

A revolução digital que esses gigantes ajudaram a fomentar trouxe enormes benefícios a consumidores e empresas, e ao fazer isso promoveu a liberdade de expressão e disseminou a democracia. Ainda assim, eles provocam tanto medo como admiração. Seu tamanho e velocidade podem, caso não sejam fiscalizados, ser usados para sufocar a competição. É isso que está atraindo uma investigação cerrada por parte dos reguladores.

O Google é o que mais está sob ameaça. Tanto a Comissão Europeia como a Federal Trade Comission (FTC) americana tem investigado alegações de que a empresa manipulou seus resultados de busca injustamente para favorecer seus próprios serviços. A empresa também é acusada de várias outras transgressões, as quais incluem usar patentes para dificultar a operação de concorrentes no mercado de telefones inteligentes. Os reguladores querem que o Google, que contesta as acusações, mude suas práticas. Se as negociações fracassarem, é possível que a empresa se veja envolvida em dispendiosas batalhas jurídicas em ambos os lados do Atlântico. Esta pode se tornar a batalha antitruste definitiva da era da internet, do mesmo modo que a épica luta da Microsoft há uma década  – a respeito da integração de seu navegador de internet com seu sistema operacional Windows – definiu a era do computador pessoal.

Porque o tamanho importa

Três tendências alarmam aqueles que consideram que os gigantes digitais estão se tornando grandes demais a ponto de poderem lesar os consumidores. A primeira é a ascensão de uma organização em que o vencedor leva todos os mercados na internet. Embora a Microsoft tenha desaguado dinheiro em seu mecanismo de busca, o Bing, o Google ainda é responsável por dois terços das buscas efetuadas nos EUA e de impressionantes 90% destas em alguns mercados europeus. A segunda é que os gigantes querem manter os usuários ligados a suas próprias “plataformas” – combinações de serviços online e aplicativos que são executados em telefones inteligentes e tablets. A terceira preocupação é o hábito dos mamutes da internet de adquirir empresas promissoras antes que elas se tornem ameaças.

De fato, o mundo da tecnologia está mudando tão rapidamente que traz à mente a “tempestade perene de destruição criativa” que atinge as economias à medida que insurgentes inovadores desafiam incumbentes entrincheirados.  As quatro grandes empresas da internet de hoje em dia também têm uma reputação de arrogância e diversos inimigos. Caso elas realmente queiram manter os concorrentes afastados, não podem deixar que o tamanho lhes suba à cabeça.

Fontes:
The Economist-Survival of the biggest

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1 Opinião

  1. Carlos U. Pozzobon disse:

    O maior acontecimento que assistimos na Era da Internet desta década é o declínio da Microsoft. Tentando de todas as formas comprar empresas bem-sucedidas menores e complementares, a Microsoft não foi capaz de prevalecer como empresa ágil e eficiente no mundo da inovação permanente da Internet. Seu sistema operacional Windows sobrevive as custas dos desktops ainda existentes, cada vez mais secundários na invasão de Ipads.
    http://www.businessinsider.com/steve-ballmers-nightmare-is-coming-true-2012-11?fb_action_ids=454278874629264&fb_action_types=og.recommends&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582

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