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CEO da Oracle renuncia

Saída de Larry Ellison é possivelmente apenas o início de uma grande transição na empresa que ele fundou

CEO da Oracle renuncia
Ellison vai permanecer no conselho e pretende se concentrar em seu principal interesse, a tecnologia (Reprodução/Internet)

Nada mudou, exceto títulos. Pelo menos esta foi a mensagem passada pela Oracle em 18 de setembro, quando Larry Ellison anunciou que estava renunciando do cargo de executivo-chefe. A empresa que ele fundou em 1977 é hoje a maior produtora mundial de software de negócios, com vendas anuais de US$ 38 bilhões. Ellison vai permanecer no conselho e pretende se concentrar em seu principal interesse, a tecnologia. Seu antigo posto será dividido entre Safra Catz e Mark Hurd, que já são responsáveis pelas operações da empresa.

Embora a mudança tenha pouco efeito imediato, a dança das cadeiras pode ser vista como o início de uma reviravolta na empresa nos moldes do que aconteceu na IBM, que teve de se reinventar quando computadores menores destronaram seus pesados computadores na década de 1980 e início de 1990. A “Big Blue” quase foi à falência no processo. A “Big Red” (a cor da logo da Oracle) não corre esse risco, mas a mudança não será fácil.

A empresa não tem estado nas manchetes desde que comprou um monte de outras empresas de software de negócios em meados dos anos 2000. Ela parece estar conseguindo integrar suas aquisições, mas sua verdadeira especialidade é o armazenamento de banco de dados. A maioria das grandes empresas mantém informações cruciais nos servidores da Oracle. Rara é a empresa que muda de provedor. Isso dá à Oracle um fluxo constante de receitas. Sua margem operacional é de 47%.

Mas a beleza do progresso tecnológico é que ele tende a minar tal domínio. Uma tendência é o software de código aberto: programas gratuitos escritos por comunidades de desenvolvedores. Eles estão ficando cada vez mais sofisticados. Outro desenvolvimento recente é a computação em nuvem: serviços que são prestados através da internet.

Tudo isso não esclarece por que Ellison, que ainda detém 25% da Oracle, decidiu dar um passo para o lado agora. Talvez ele só queira marcar seu 70 º aniversário e dar início a uma separação lenta. De qualquer forma, os novos cargos dizem pouco sobre quem vai chefiar a Oracle quando ele realmente sair.

 

Fontes:
The Economist-Transition, not succession

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