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China diz que não cederá às pressões comerciais dos EUA

China afirma que não vai recuar e vai defender seus interesses na negociação comercial com os EUA

China diz que não cederá às pressões comerciais dos EUA
Novas tarifas anunciadas pelos EUA sobre produtos chineses podem dificultar as negociações (Foto: Shealah Craighead/White House)

Estados Unidos e China parecem ter se distanciado de um possível acordo comercial. Os países retomam as negociações nesta quinta-feira, 9, em Washington. No entanto, as novas tarifas anunciadas pelos americanos sobre produtos chineses podem dificultar as negociações. A China, por sua vez, garante que não vai recuar.

Autoridades chinesas admitiram que as negociações sobre um acordo comercial são longas, por isso, é normal ter desentendimentos. No entanto, também revelaram que providências serão tomadas.

As novas sobretaxas dos Estados Unidos sobre US$ 200 bilhões em produtos, que sobem de 10% para 25%, foram anunciadas no último domingo, 5. As tarifas entrarão em vigor na próxima sexta-feira, 10. Os EUA acusam a China de tentar recuar em termos previamente acordados.

“Por mais de um ano, nossa sinceridade e boa vontade em promover as negociações são claras. […] A China não capitulará a nenhuma pressão e nós temos a determinação e capacidade de defender nossos interesses”, destacou o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng.

Anteriormente, estava previsto, após as negociações desta semana, um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro da China, Xi Jinping. No entanto, com a nova tensão comercial, não se sabe se a reunião será mantida.

As negociações são vistas com grande importância por ambos os países. Tanto que o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, que é bem próximo e alinhado a Xi, vai liderar a equipe de negociação chinesa. Já os Estados Unidos será liderado pelo representante americano do Comércio (USTR), Robert Lighthizer.

Huawei

Paralelamente a isso, outro ponto de discordância entre China e Estados Unidos diz respeito à empresa Huawei. Em dezembro do ano passado, a diretora financeira da companhia, Meng Wanzhou, foi presa no Canadá por ordem dos Estados Unidos. Wanzhou deixou a prisão 11 dias depois.

No entanto, desde então há a possibilidade dos Estados Unidos pedirem a extradição de Wanzhou para o país. Agora, com base em afirmações de Trump, os advogados de Wanzhou tentam impedir o procedimento de extradição, alegando que “fatores políticos” estavam por trás da prisão da diretora financeira.

De acordo com os advogados de Wanzhou, Trump teria admitido retirar as acusações contra a diretora financeira se isso ajudasse nas negociações comerciais com a China. Porém, a discussão ainda está longe de ser concluída.

A próxima vez que Wanzhou deve se apresentar diante de um tribunal canadense é no dia 23 de setembro. Enquanto isso, as audiências para a extradição só seriam iniciadas em janeiro de 2020.

Fontes:
Reuters-China diz estar totalmente preparada para defender seus interesses em guerra comercial
AFP-China afirma que não cederá às pressões comerciais dos EUA

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