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Aviação civil

Classe econômica ficará ainda mais apertada

O abismo entre as partes traseira e dianteira de aviões comerciais irá aumentar

Classe econômica ficará ainda mais apertada
Alguns assentos da classe econômica já perderam cerca de 30% do seu peso nos últimos 10 a 20 anos (Reprodução/Internet)

Atualmente os passageiros da classe econômica quase não têm espaço para abrir seus exemplares do recente livro de Thomas Pikkety que alerta sobre uma nova era da desigualdade. No entanto, as companhias aéreas acham que há como enfiar mais corpos na parte traseira de aviões e que os passageiros vão tolerar o aperto em troca de tarifas mais baratas. Enquanto isso, a classe executiva está ficando cada vez mais confortável.

Alguns assentos da classe econômica já perderam cerca de 30% do seu peso nos últimos 10 a 20 anos, mas há como reduzi-los ainda mais.  O estofamento de espuma dos assentos será substituído por rede e ficará mais fino, enquanto mecanismos reclináveis estão sendo removidos de alguns aviões que fazem voos de curta distância. A maior parte do espaço criado será usado para espremer novas fileiras de assentos.

Skift, uma empresa de pesquisa, observa que essas manobras desencadearam uma guerra dos assentos entre as fabricantes de aviões. Primeiro a Airbus aumentou o número de assentos em seu Airbus A320, de 180 para 189, para se igualar ao 737 da Boeing. A Boeing respondeu com um novo 737 de 200 lugares. Agora, a Airbus está prometendo um de 240 lugares.

A Ryanair, que acaba de anunciar uma grande encomenda do novo 737, diz que seus assentos ficarão a uma distância de 76 centímetros, em comparação aos 73,7 centímetros em aviões de outras empresas de baixo custo. Mas isso não significa que o aperto a bordo atingiu seu limite. A RECARO está trabalhando em um projeto de cabines cujos assentos ficam em alturas diferentes, permitindo a instalação de ainda mais assentos em voos. A Airbus patenteou um assento parecido com os de bicicletas.

 

Fontes:
The Economist-Piketty Airways

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