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Como melhorar a posição das mulheres no mercado de trabalho

Três livros diferentes oferecem perspectivas novas sobre como as mulheres estão lidando com o trabalho

Como melhorar a posição das mulheres no mercado de trabalho
As mulheres que trabalham gozam de ótimas condições. Mas poucas delas entram em um consenso sobre como ajudá-las a melhorar ainda mais (Reprodução/Internet)

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As pessoas têm tido discussões acaloradas recentemente sobre a experiência feminina no mercado de trabalho. O catalisador? Uma única executiva do Vale do Silício. No mês passado, Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook, publicou “Lean In” (Incline-se, em português), um manifesto sobre o porquê de as mulheres não alcançarem a maioria dos postos de chefia das empresas. Ela conclui que isso acontece, em parte, por culpa das próprias mulheres: elas não “se inclinam” e pedem promoções, não se pronunciam durante as reuniões, insistindo em conseguir um lugar à mesa.  Três novos livros sobre o assunto não terão o mesmo impacto que “Lean In”, mas oferecem algumas perspectivas novas e interessantes sobre como as mulheres estão lidando com o trabalho, e o que as tem impedido.

Alguns motivos são a simples falta de comunicação. Barbara Annis e John Gray argumentam, em “Work with Me” (Trabalhe Comigo, não lançado no Brasil), que as mulheres e os homens são programados biologicamente para pensarem e reagirem de maneira diferente às situações, e que eles têm “pontos cegos no gênero” no que diz respeito à compreensão do comportamento dos seus colegas de trabalho. Se tanto as funcionárias mulheres quanto os funcionários homens se tornassem mais “inteligentes, no que diz respeito aos gêneros” sobre como os aspectos do seu trabalho e as preferências comportamentais estão profundamente ligados, contribuiriam para uma força de trabalho mais harmoniosa.

A comunicação e a igualdade entre os gêneros não são problemas só nas grandes empresas. Em “A Rising Tide” (Uma onda crescente, não lançado no Brasil), Susan Coleman e Alicia Robb olham para além das experiências femininas nas grandes empresas. Ao invés disso, eles focam nas mulheres empreendedoras, que têm o potencial de se tornarem líderes no seu campo, ganharam grandes salários e contratarem mais mulheres. Em uma mudança positiva, as mulheres abriram mais empresas na década passada. Entretanto, elas tendem a se concentrar nas indústrias de serviços e de varejo (em oposição a indústrias com crescimento rápido, como a tecnológica). Elas também permanecem menores do que as empresas pertencentes a homens.

Como o sucesso das mulheres bem-sucedidas as diferenciou das outras mulheres? Essas “grandes damas” tendem a se casar com mais frequência e a terem menos filhos do que as mulheres com menos educação. Elas passam mais tempo trabalhando e, surpreendentemente, cuidando dos filhos. Sandberg também salientou esse aspecto. Assim como as demandas sobre as mulheres no ambiente de trabalho aumentaram, também aumentaram os padrões do que se considera ser uma mãe boa e dedicada – o que aumenta os desafios das mulheres que estão no topo.

Fontes:
The Economist-Girl talk

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