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CVM investiga a venda da Suzano

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu investigação para apurar movimento atípico na Bolsa com ações da Suzano antes de sua venda, o que indica possível utilização de informação privilegiada.




Em 2 de agosto, um dia antes do anúncio da venda da Suzano Petroquímica para a Petrobras, o volume total de negócios com as ações da companhia somou R$ 16,478 milhões, com alta de 65,2% em relação ao dia anterior. No dia 1º do mês, o movimento ficou em R$ 9,974 milhões, 93,2% a mais do que em 31 de julho (R$ 5,159 milhões).

Fontes:
Folha de S. Paulo - Suzano foi mais negociada dois dias antes

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1 Opinião

  1. Rogério Nahas Grijó disse:

    A mesma novela…

    Mudaram apenas os atores… meses atrás quando o "consorcio" liderado pela Petrobras adquiriu o Grupo Ipiranga, surgiram denuncias de que o vazamento com relação a operação tenha influenciado o mercado, de forma que as ações da Ipiranga subiram de forma fora dos padrões médios anteriormente observados.

    Parece que os administradores de grandes grupos não aprenderam com o fato ocorrido… novamente um caso do mesmo "naipe" é agora investigado pela CVM, o da super valorização das ações da Cia Suzano, comprada pela mesma Petrobras.

    ACHO que os Presidentes e Diretores das maiores 200 companhias brasileiras deveriam passar por um curso de reciclagem e estudar e APLICAR em seus negócios a Instrução CVM n° 358/2002.

    Não se trata de reinventar a roda, ou arrumar um furo na canoa, a legislação existe e diga-se de passagem é muitíssimo bem redigida e clara, o que está faltando é aplicar o BÁSICO dos princípios de Governança Corporativa e BOM SENSO.

    Ainda, muito embora a instrução em seu Art. 13 vede que "antes da divulgação ao mercado de ato ou fato relevante ocorrido nos negócios da companhia, é vedada a negociação com valores mobiliários de sua emissão, ou a eles referenciados, pela própria companhia aberta, pelos acionistas controladores, diretos ou indiretos, diretores, membros do conselho de administração, do conselho fiscal e de quaisquer órgãos com funções técnicas ou consultivas, criados por disposição estatutária, ou por quem quer que, em virtude de seu cargo, função ou posição na companhia aberta, sua controladora, suas controladas ou coligadas, tenha conhecimento da informação relativa ao ato ou fato relevante" (gfs. nossos), vivemos no Pais onde a cultura das laranjas transcende a lavoura e chega aos escritórios.

    Parece de BOM SENSO que diante a QUALQUER fato relevante, conforme a instrução CVM, proceda-se na forma determinada, sob pena de outros tantos escândalos como estes passarem a se suceder. Inclusive com a retirada preventiva do papel de negociação, colocando-o “no freezer” um pouco antes da divulgação do fato relevante até um pouco depois, afim de não exaltar os ânimos do mercado e causar oscilações bruscas em seu valor.

    Companhias de capital aberto; Ética, Governança Corporativa e CAUTELA não fazem mal a ninguém.

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