A aproximação das festas de final de ano, época mais importante para os vendedores de livros, está levando várias editoras a adiar o lançamento das edições eletrônicas de bestsellers para e-book. Essa atitude está sendo tomada devido ao impacto que pode causar nas vendas dos livros impressos, que custam em torno de US$ 25 a US$ 30. Um livro novo ou bestseller em versões eletrônicas pode ser comprado a US$ 9. A editora Simon & Schuster anunciou nesta quarta-feira, 21, que vai lançar a versão para e-book do último livro do escritor Stephen King, semanas depois da chegada da versão impressa nas lojas.
Alguns títulos que tiveram o lançamento para e-books adiada já estão com as suas versões impressas mais baratas devido à guerra de preços entre o Wal Mart, Amazon e Target, que fez o valor chegar a US$ 8.98.

Eles vão trocar a venda de um livro de capa dura por 25 ou mais dólares por um eletrônico de 10. É natural que adiem para depois das compras de Natal. Fingem que estão preocupados com o pequeno lojista… hipocrisia, estão preocupados com o fluxo de caixa deles mesmos.
Independente da batalha das vendas de fim de ano, intriga a nós, leitores do livro tradicional, como a nossa conservadora percepção captará a novidade do e book.
Para os mais velhos ,creio que será uma ruptura de hábito já enraizado no subconsciente, que implica em fazer da leitura, não só o instrumento da obtenção do conhecimento, ou do deleite, mas de todo o tradicional ritual do manuseio do livro.
Como ficarão as bibliotecas e livrarias do futuro? Transformar-se-ão em monumentais depósitos perfeitamente organizados, do ponto de vista tecnológico. Conservarão, porem , o clima de encantamento e de introspecção para o frequentador e consulente?.
É possivel imaginar a manutenção do clima aconchegante de uma livraria como El Ateneo, ou Cultura, de hoje, ou a da extraordinária antiquíssima Livraria , cujo nome me escapa,ainda funcionando, na cidade do Porto, em Portugal?.
O que é que José Mindin, grande bibliófilo, acha disso?