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Empresas sofrem com aumento de ciberataques

Nos últimos dois anos ciberataques se tornaram mais frequentes e engenhosos

Empresas sofrem com aumento de ciberataques
Empresas têm dificuldade de quantificar os custos do cibercrime (Reprodução/The Economist)

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Há inúmeros exemplos e boatos de empresas que são violadas por fraudes virtuais, ciberespiões ou ciberarruaceiros. Em 26 de junho, a Federal Trade Comission (agência que regula o mercado financeiro) americana processou o Wyndham Worldwide, um grupo hoteleiro, argumentando que falhas de segurança da empresa em 2008 e 2009 ocasionaram a exportação de milhares de números de cartões de crédito de hóspedes para um domínio registrado na Rússia. A FTC diz que “milhões de dólares” foram perdidos em fraudes. O grupo hoteleiro afirma que não tem conhecimento de nenhum cliente que tenha perdido dinheiro e que as alegações da FTC “não têm mérito”.

A perda de segredos industriais é talvez ainda mais preocupante para as empresas do que o vazamento de números de cartões de crédito de seus clientes. Alguns acham que a preocupação é desmedida.

Quantificar os custos dos cibercrimes é um trabalho inglório. As estimativas da FTC e do Wyndham dos custos dos efeitos do roubo de cartões de crédito se encontram em polos absolutamente opostos. As empresas afirmam que sofrem ciberataques cada vez mais engenhosos constantemente, mas relutam em tornar público quão frequentemente esses ataques ocorrem e a magnitude dos danos causados – presumindo que o ataque é detectado. Isso sugere que os danos são subreportados. Pode ser que as empresas revelem mais dados ao falar com os serviços de segurança, mas não se sabe se suas estimativas são precisas.

Em um relatório do Britain Cabinet Office do ano passado, a Deltica, o braço de software da BAE Systems, uma empreiteira de defesa,  afirma que o cibercrime custa ao Reino Unido £27 bilhões, 1,8% do PIB. As empresas perderam £21 bilhões devido em sua maior parte ao roubo de segredos e espionagem industrial.

Ciberataques estão acontecendo com mais frequências e se tornando mais precisos. Greg Day, executivo chefe de tecnologia da Symantec europeia, uma empresa de segurança digital, afirma que o cibercrime foi ao longo de anos mais ou menos “aleatório”, já que os ladrões procuravam qualquer buraco em qualquer lugar que pudessem encontrar. Nos últimos dois anos, contudo, os alvos corporativos foram escolhidos com mais esmero. A Symantec não verificou praticamente nenhum ataque direcionado antes de o Stuxnet, um vírus que atacou sistemas de controle industriais, aparecer em 2010. Em dezembro de 2010 a empresa verificou a ocorrência de 154 ataques por dia.

Fontes:
The Economis-A spook speaks

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