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Executivos-chefes deveriam ganhar menos?

Livro 'Indispensável e Outros Mitos' é um ataque a forma com que as empresas em países anglo-saxões pagam seus patrões

Executivos-chefes deveriam ganhar menos?
Será possível atribuir o desempenho de uma grande empresa ao indivíduo que, por acaso, ocupa o cargo de diretor? (Reprodução/Economist)

Nos anos 70, o salário médio de um executivo-chefe era 25 vezes mais alto do que o salário médio de um operário. Hoje, ele é 300 vezes mais alto.

“Indispensável e Outros Mitos” é um ataque a forma com que as empresas em países anglo-saxões pagam seus patrões. Michael Dorff acredita que o problema é uma inovação relativamente recente – salários relacionados ao desempenho no emprego.

Do fim dos anos 40 até o fim dos anos 60, patrões nos Estados Unidos recebiam salário da mesma forma que qualquer outro profissional. E durante todo esse período eles recebiam sempre a mesma quantidade de dinheiro: cerca de 1 milhão de dólares por ano, considerando a inflação. Mas quando algumas empresas introduziram salários diretamente relacionados ao desempenho dos seus trabalhadores, a ideia rapidamente se espalhou. Michael Jensen afirmava que a única forma de fazer com que diretores trabalhassem duro era oferecer a eles a “opção” de receber grandes quantidades de ação caso eles atingissem certos objetivos. Em pouco tempo, os salários de quase todos os executivos-chefes do país incluíam algum elemento relacionado a desempenho profissional. Durante os anos 90, esses salários mais do que dobraram, graças ao mercado de ações em alta e a intensa competição pelos maiores talentos.

Dorff levanta as questões: Será possível atribuir o desempenho de uma grande empresa ao indivíduo que, por acaso, ocupa o cargo de diretor? Temos suficientes provas de que salários proporcionais ao seu desempenho realmente motiva os trabalhadores?

Diversos exemplos são relatados de casos em que esse tipo de salário foi prejudicial. Dorff defende que diretores devem receber salários fixos, mas as empresas já estão em guerra pelos melhores talentos com entidades mais flexíveis, como iniciativas privadas e fundos de cobertura. E seria um mundo bem estranho se você pudesse ficar extremamente rico trabalhando para um fundo de private equity, mas não como diretor da General Electric.

Fontes:
The Economist-Moneybags

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