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Montadoras unidas

Fiat e Chrysler: na esperança de que se mantenham juntas

A união da Fiat e da Chrysler tem melhores chances do que ambas as alianças anteriores das fabricantes de carros, mas a estrada adiante pode ser tortuosa

Fiat e Chrysler: na esperança de que se mantenham juntas
Unidas, Fiat e Chrysler irão manter suas empresas operando (Reprodução/Economist)

A Fiat está a caminho de assumir controle total sobre a Chrysler e fundir as duas empresas em um gigante global. Mas será que essa união é um acidente que está esperando para acontecer ou seria um novo modelo que operará sem maiores solavancos por muitos anos?

A própria Fiat estava a caminho do ferro velho em 2004, quando Sergio Marchionne, o novo chefe, entrou na jogada e mudou a situação.  Mais recentemente, a crise na Europa – na qual a venda de carros está em uma baixa que já dura 17 anos – levou a grandes perdas na Fiat. Ela estaria novamente em sérios apuros se não fosse por sua fatia na lucrativa Chrysler, que aos poucos aumentou dos 20% iniciais para 58,5%. A esperança de salvação da Fiat é colocar as mãos no dinheiro da Chrysler para pagar um plano de retomada que irá manter as duas empresas operando.

O próximo desafio da Fiat é elevar sua participação na Chrysler a um patamar acima de 75%, a partir do qual ela poderá usar o fluxo de caixa americano para se financiar. O caixa da Chrysler, que talvez chegue a 12 bilhões de dólares – é vital para manter a Fiat no prumo. Ela foi forçada a se adequar a novos modelos.

O mercado de carros na Europa em depressão não é o único motivo pelo qual a Fiat precisa da Chrysler. As condições do mercado mais importante de Fiat, o Brasil, estão ficando mais difíceis. Uma fonte da Fiat caracteriza a empresa, de maneira divertida e certeira, como uma fabricante de carros brasileira com algumas fábricas na Europa. Suas operações na América Latina geraram lucros de 224 milhões de euros no segundo trimestre de 2013, em comparação a uma perda de 98 milhões de euros na Europa.

A Fiat é o maior fabricante de carros do Brasil, com 22% do mercado.  Mas as margens de lucros, que já foram fabulosas, entre 15 e 17% entre 2005 e 2007, diminuíram para cerca de 8%. Fabricantes como a Renault, GM, e a Chery, da China, estão agora aumentando a produção nas fabricas que foram estimuladas a construir pelas fortes margens anteriores e por uma mudança no sistema de câmbio para favorecer a produção local. Isto junto com a desaceleração da economia brasileira significa que as margens certamente vão cair ainda mais.

Fontes:
The Economist-Hoping it will hold together

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1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    FIAT + CHRYSLER? Parece AUTOLATINA.

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