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A FIFA e a corrupção

FIFA luta para silenciar denúncias de corrupção

A instituição internacional que dirige as associações de futebol esforça-se para silenciar seus críticos

FIFA luta para silenciar denúncias de corrupção
O FBI está investigando denúncias de corrupção contra a FIFA (Reprodução/Internet)

A autocrática Federação Russa e o Catar, um país desértico com temperaturas extremamente elevadas, foram escolhidos para sediar a Copa do Mundo FIFA em 2018 e 2022, depois de um processo honesto de licitação. É possível que algumas pessoas envolvidas tenham feito negócios suspeitos, ou até mesmo atos criminosos, mas não o suficiente para justificar uma nova licitação.

Essa, pelo menos, é a versão da FIFA, a instituição internacional que dirige as associações de futebol. Em 13 de novembro, a FIFA divulgou os resultados de uma investigação interna referente ao processo de licitação, que não indicou irregularidade ou infração por parte dos países-sede dos eventos. No entanto, em 18 de novembro a FIFA entregou o relatório dessa investigação às autoridades suíças, devido à descoberta de atividades criminosas (não especificadas).

A investigação do processo de licitação foi realizada por Michael García, um advogado norte-americano, que entregou um relatório de mais de 400 páginas ao Comitê de Ética da FIFA em setembro. Em seguida, o relatório foi revisto pelo juiz alemão Hans-Joachim Eckert, presidente do Comitê de Ética. O relatório não foi publicado apesar dos pedidos de alguns funcionários da FIFA e de Michael García. Em vez de publicar o documento, o juiz Eckert divulgou seu resumo que, de acordo com Michael García, era “incompleto e continha erros”. Desde então, dois delatores disseram que o juiz Eckert deturpou as informações do relatório. Michael García contestou a interpretação feita por Hans-Joaquim Eckert de seu relatório em outro comitê da FIFA.

Embora não tenha lido o relatório de García, Joseph Blatter, o atual presidente da FIFA de 78 anos, insiste que a instituição não cometeu nenhuma irregularidade legal: “Se tivéssemos algo a esconder, não teríamos submetido o assunto às [autoridades suíças].” Mas a Suíça se beneficia com a presença da FIFA em Zurique. Agora, os americanos representam uma grande ameaça à FIFA. O FBI está investigando denúncias de corrupção contra a FIFA, e as investigações de Michael García ainda podem resultar na abertura de processos contra funcionários da instituição.

Fontes:
The Economist-Hear no evil

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