Leia artigo do site parceiro Instituto Millenium
Instituições de ensino usam páginas próprias e até redes sociais como ferramentas de ensino. Por Fernanda Dias
A linda capital da Argentina é muito mais do que a Praça de Maio, Casa Rosada, Caminito, La Bombonera, Porto Madero e que tais. Por Hugo Souza.
Conheça sintomas, formas de prevenção e informações sobre viroses e diarreias
Nossa coluna semanal de críticas (construtivas) à imprensa
O leitor Markut comentou a carta do nosso colaborador Maurício Apolinário
Todo início de ano a mesma história se repete nas universidades brasileiras
Leia a crítica de Francisco Taunay sobre peças apresentadas no Rio Musical
Enquanto as ex-ditaduras respiram democracia, o país experimenta uma política inusitada. Por Claudio Carneiro.
Apesar de ainda ser menos conhecido no Brasil do que outras ferramentas como o Orkut — o site de relacionamentos do Google — o Second Life, criado pela Linden Labs em 2003, vem despontando não só como uma forma atraente de entretenimento online como uma nova possibilidade para o mundo dos negócios.
O Second Life é um espaço virtual onde cada um que se cadastra precisa também criar uma espécie de personagem – o avatar — com o qual irá transitar por essa segunda vida.
Seria parecido com um videogame, se não fosse pela diferença crucial de que não se lida com personagens movidos pelo computador, mas com pessoas de verdade em atividades bem parecidas com as da vida real.
Entre as atividades proporcionadas pelo Second Life estão aquelas que associam diversão e marketing – por exemplo, no Carnaval, bandas fizeram shows virtuais com patrocínio de cervejarias que estampavam suas marcas para os usuários do site. (veja aqui o vídeo em que aparece a marca de uma bebida no Second Life). Essa foi uma das importantes estréias brasileiras nesse novo nicho da internet.
Agora, empresas já oferecem serviços de divulgação informando que incluem o Second Life entre suas ferramentas, e grandes executivos tentam encontrar possibilidades para os ramos em que atuam nessa comunidade virtual ainda pouco explorada.
No mês passado, a Volkswagen, por exemplo, inovou ao apresentar seu novo Golf para potenciais consumidores através do Second Life. A vantagem sobre a publicidade convencional foi que, em vez de se manterem passivos, como acontece quando vêem anúncios na televisão, eles puderam realizar testes num carro — disponibilizado pela empresa na seção Ilha Brasil do site — que simulava com exatidão o veículo de verdade.
E a Volks não se limitou a essa estratégia: tem várias outras planejadas, a partir do Espaço Volkswagen, criado pela Bullet – a primeira agência de marketing promocional do mundo a estabelecer um território próprio no Second Life. No espaço dedicado à automobilística, está exposta sua linha de veículos para que o habitante do Second Life possa conhecer, tocar, fazer test drive e até comprar um de seus modelos.
O Second Life tem uma moeda própria, o linden dólar, que pode ser comprada com cartão de crédito do mundo real (cada dólar vale 267 linden dólares).
A companhia aérea TAM está também interessada no Second Life como maneira de ampliar sua área de atuação. Em abril, a empresa fez uma festa para comemorar sua entrada nessa segunda vida que incluiu a exibição de um vídeo institucional para os participantes. No lounge da companhia criado no ambiente virtual, visitantes poderão voar para as ilhas Milão, Paris, Inglaterra e Nova York e também tirar dúvidas sobre vôos reais com avatares de profissionais encarregadas da tarefa.
O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, esteve presente na festa e em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo afirmou que seu personagem – batizado de Bolonha Rau – espelha seus valores pessoais e profissionais da vida real.
Ainda segundo o Estado de S. Paulo, mil avatares estiveram presentes na inauguração do espaço virtual da TAM, e os donos dos personagens que visitam o local acumulam pontos nos programas de fidelidade da TAM na vida real.
A construtora Tecnisa, que montou um showroom no Second Life onde maquetes de empreendimentos reais são mostradas, explicou em reportagem do Diário do Comércio — da Associação Comercial de São Paulo – como pode ser essa estranha e misteriosa interação entre o real e o virtual quando se trata de negócios feitos pelo site. Segundo o diretor de marketing da empresa, Romeo Busarello, o Second Life pode servir como um primeiro passo para negociações, mas dificilmente elas serão fechadas no ambiente virtual.
Os avatares podem até se mostrar interessados em imóveis e conferir suas versões virtuais, mas as pessoas reais, que movimentam aqueles personagens, se interessadas em fazer uma compra irão correr atrás de saber como são as construções reais, onde estão localizadas, enfim, checar tudo de forma real e presencial.
Nem tudo, no entanto, é perfeito nesse mundo virtual em que se pode realizar tantos desejos. Assim como acontece nas comunidades do Orkut, as intempéries da vida real podem ser igualmente reproduzidas no ambiente do Second Life. Foi o que aconteceu, por exemplo, quando o partido francês de ultradireita Front National (FN), comandado pelo polêmico Jean-Marie Le Pen, abriu um diretório virtual e foi alvo de hostilidades por parte de avatares de usuários que culminaram na necessidade de o partido abandonar aquele espaço virtual.
Em vista dessa extensão de problemas da vida real para a virtual, em janeiro passado o site Consultor Jurídico publicou um artigo em que levantou a questão: será que daqui a um tempo teremos uma versão virtual do Ministério Público no Second Life, por exemplo? Ou reproduções da OAB, de delegacias e de tribunais? A hipótese não parece tão distante da realidade, afinal o MP anunciou, recentemente, que criaria uma página no site de relacionamentos Orkut, com o objetivo de receber denúncias de usuários que se deparam com más condutas no espaço virtual.
Compartilhe