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Crise

O modelo de negócios da Google pode se aplicar ao setor automobilístico?

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Em um artigo na Business Week, o professor de jornalismo Jeff Jarvis defende que o processo de produção de automóveis deveria envolver os clientes, para que eles possam dizer às fabricantes arrasadas pela crise o que querem delas exatamente.

Jarvis lembra que a Google permite que os clientes se envolvam no processo criativo dos seus produtos. As três grandes de Detroit, não. Essa é a abordagem por trás do Google Notícias, do Gmail e do navegador Chrome. As três grandes de Detroit poderiam lançar carros em versões beta? Os carros poderiam ser dados de graça, custeados por anúncios?

Há alguns anos soaria absurda a hipótese de o setor automobilístico se voltar para as ideias da Google. Mas, para Jarvis, atualmente a suposição deveria ser considerada, tendo em vista que a queda vertiginosa das vendas reflete a distância existente entre as fabricantes de carros e os motoristas.

Fontes:
Business Week - Detroit Should Get Cracking on its Googlemobile

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5 Opiniões

  1. Maria Helena disse:

    Parece-me um tanto quanto interessante essa ideia. Do jeito que as coisas andam com a crise financeira global, nada como tentar inovar, aproximando cada vez mais as ideias das empresas, especialmente as fabricantes de automóveis, aos motoristas. Deve ser estudada essa proposta de Jeff Jarvis.

  2. Rodrigo Santiago disse:

    Segue aqui: eu, como cliente, não quero um carro. Não quero ter a propriedade de uma coisa que quebra, que pode ser roubada, e que anos depois eu vou ter que cometer a idiossincrasia de ter que me desfazer dele para comprar outro e voltar à estaca zero de um ciclo que não termina. Quero ter acesso a um serviço que me provenha um meio de transporte eficiente, seja isso um veículo alugado ou uma condução coletiva de qualidade. O objetivo do automóvel é proporcionar mobilidade com conforto. Não ostensividade junto de suas equivalentes preocupações.

  3. Pedro Reis disse:

    Legal. Primeiro ninguém ia querer roubar porque não teria valor de mercado. Peças e combustível teriam que ser pagos. Um CPF, um automóvel. Anúncios nas portas? Numa boa! E só funcionaria com senha

  4. kão disse:

    E, considerando os resultados da Google em comparação com os das fábricas de automóveis, já é uma ótima idéia.
    Segundo, poderia haver um compromisso, por parte do comprador, de só utilizar combustível, pneus, peças e o demais necessário que fossem comercilizados pela fábrica ou por quem ela indicasse.
    Terceiro: uma determinada fábrica de carros elétricos teve uma idéia semelhante: doar os carros e atrelar a isso o abastecimento deles. Vale dizer, só poderia abastecer em "postos de eletricidade" da fábrica.
    Veja como a coisa funciona: rapidinho, três pessoas escreveram e deram idéias ótimas!
    Imagine isso multiplicado por milhões, bilhões de pessoas!
    Gostei da idéia.
    Se eu fosse alto executivo de uma montadora brasileira de uma fábrica de carros estrangeira (vergonha, vergonha…), ia tentar ao máximo tornar essa alternativa uma realidade…
    Abraço

  5. Armelindo Prando disse:

    Na administração moderna: ontem o consumidor dependia da empresa, hoje a empresa depende do consumidor, de nada adianta o Governo investir nas empresas se o consumidor for frágil. O Governo deveria investir no Capital Humano repassar a mão-de-obra para as empresas sem custos para as mesmas.

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