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Qual a verdadeira natureza dos planos da Petrobras?

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A Economist se mostra cética diante dos objetivos ambiciosos da Petrobras para os próximos cinco anos, ao longo dos quais a estatal brasileira pretende investir US$ 174 bilhões — um valor maior do que toda a economia do Chile.

Caso tudo corra conforme o planejado, em 2020 a Petrobras e seus parceiros estrangeiros estarão produzindo 5,7 milhões de barris de petróleo e gás por dia. A Economist lembra que isso é mais da metade da produção atual da Arábia Saudita.

A revista britânica diz que, apesar de estar conseguindo angariar recursos, as dificuldades técnicas da empreitada são imensas, e alguns brasileiros acreditam que o plano foi inflado para ajudar a ministra Dilma Rousseff, presidente do conselho da Petrobras e aparentemente a escolhida por Lula para disputar sua sucessão pelo PT.

Em nossa opinião, é muito provável que a Petrobras esteja fabricando esses números com intenções eleitoreiras. Como denunciamos na época, em 2006 a Petrobras divulgou que tínhamos atingido a autosuficiência em petróleo, o que não era verdade, para ajudar na reeleição de Lula.

Fontes:
Economist - Brazil's oil industry: Plunging in

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6 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Não se pode confiar no que vem da Petrobrás. Aliás, não se pode confiar no que vem de estatal nenhuma.

  2. Ricardo disse:

    Confiar na matéria de uma publicação estrangeira que tem interesses de seus editores e patrocinadores e que logicamente não gostaria do sucesso da Petrobrás, sendo brasileiro, é muita politicagem.
    As criticas a Petrobras que no fundo são críticas veladas ao governo Lula.
    Para criticar o governo é preciso ser contra até os interesses do país?
    Se dependesse desse mesmo pessoal que critica a vários anos a Petrobrás, ela estaria privatizada como a Vale e nas mãos de algum capital estrangeiro.
    Como brasileiro não dou a minima para o que a The Ecomist, BP, Morgans da vida e outros aventureios acham!
    Meu interesse é meu país.

  3. MARKUT disse:

    Por mais que possamos ter razões para desconfiar da linha editorial de um Economist, não deixa de ser menos verdade que devamos encarar com suspeição a conduta eleitoreira do poder de plantão, visando a sua continuidade, o que tambem não deixa de ser desastroso.
    O engodo e a mistificação da opinião pública estão sempre presentes.
    Vamos deixar a imprensa extrangeira dizer o que quiser e vamos cuidar para que não sejamos ludibriados, aquí , dentro de casa.

  4. jose de ribamar da costa silva disse:

    Ricardo X Evandro. Pergunto em quem confiar. Nós brasileiros precisamos saber escolher os nossos Legisladores.

  5. Luzia disse:

    Nem tudo está ligado e armações políticas pela manutenção do poder de determinado grupo ou partido.
    O que existe, pelo que acompanho pela mídia, é que a petrobrás sempre teve poderes em excesso.
    Uma empresa investir 174 bilhões de dólares em 5 anos e ter mais poder econômico do que seu país sede com tamanha pobreza reinando estados afora, com trabalhadores recebendo tão baixos salários, com tamanho defcit habitacional, com tantas doenças de países subdesenvolvidos inclusive doenças que transpõem séculos, com nível de baixo aprendizado escolar, com luz, água, telefone, alimentação tão caros, deve ser revista do ponto de vista constitucional. Lembremos que o problema de absoluto poder econômico da Petobrás, não é de agora vem crescendo conforme crescem os problemas nacionais. Pode ser a mais absoluta forma de gerir seus recursos, mas pode também ser forma absoluta de " ingerir " todo o setor econômico do país sem nos darmos conta ( nós me refiro à administração governamental anos afora ) quer por não perceber ou por não ser conveniente perceber essa ditadura econômica e industrial.

  6. heloisa disse:

    O que nos preocupa e o que o artigo questiona, Luzia, não é somente o poder em excesso. Tudo estaria bem se os milhões estivessem bem investidos dentro da Petrobrás e gerassem riquezas para o país. Porém a revista inglesa e especialistas no país tem sérias dúvidas quanto ao acerto desses planos. Tanto investimento se equivocado num momento de crise, aí sim devemos lamentar. As críticas são críticas à política do governo, e não são veladas. Críticas jamais deveriam o ser.

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