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Sistema de pesquisa do Google sob ataque

Ferramenta é alvo de investigações de reguladores antitruste, mas modelo do Google é cada vez mais uma coisa do passado

Sistema de pesquisa do Google sob ataque
Autoridades investigam se Google estaria deliberadamente privilegiando seus produtos nos resultados de pesquisa (Box.net)

O Google respondeu na semana passada a reguladores antitruste europeus que investigam uma longa lista de reclamações contra a principal ferramenta de busca do planeta. As queixas contra o Google podem ser válidas, mas podem também estar caminhando para trás. Cada vez mais, o Google deixa de ser uma ferramenta de busca.

Sim, o Google responde por 80% de todas as buscas na internet na Europa, e enfrenta críticas (algumas delas vindas da Microsoft) de favoritismo em relação a seus próprios produtos de busca especializada viagens, finanças, hotéis, restaurantes, mapas que podem colocar os seus concorrentes em desvantagem. Nos Estados Unidos, a Comissão Federal de Comércio também passou o último ano investigando o Google.

Com a pressão para que o Google mude suas práticas, não está claro se os reguladores antitruste estão fazendo as perguntas certas. Embora as autoridades da Comissão Europeia estejam concentradas nas páginas familiares da web do Google de links azuis e no destaque de seus produtos sobre as páginas, o Google parece estar caminhando em uma direção diferente. Ele quer sussurrar nos ouvidos de usuários individuais por meio de seus dispositivos.

Se a lei da concorrência tem algo a a dizer sobre isso, é uma questão em aberto. Exigimos que a Chevrolet permita que todos os fabricantes de rádio para carros instalem seus aparelhos em seus veículos? Não, não exigimos.

Integração Vertical

O que a lei da concorrência tem a dizer sobre os sistemas personalizados e verticalmente integrados construídos pela Apple, Facebook e Google está longe de ser claro. Os consumidores terão a escolha de aparelhos concorrentes, como eles fazem agora. Mas suas opções posteriores (qual sistema de calendário, de mapas, e de aplicativos) podem ser severamente limitadas. Adotar uma determinada marca de assistente pessoal levará a uma série de filtros, já que o software aprende mais sobre seus usuários e os serve de maneira mais direta.

Em resposta às autoridades europeias e norte-americanas, o Google provavelmente concordará com uma melhor classificação de seus resultados de busca para mostrar mais claramente suas relações comerciais com determinados links. Esta pode ser uma solução para o problema. Com a “pesquisa” tornando-se um anacronismo e a personalização se transformando na nova regra, teremos problemas mais profundos para lidar do que estes.

Fontes:
Bloomberg View - Is Google a Monopoly? Wrong Question

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