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Teoria moderna de empresa: a sobrevivência do mais forte

A teoria moderna de empresa é a teoria da empresa de capital aberto: obcecada com questões como custos de transações, mas cega quanto à transmissão de riqueza para as gerações futuras. Essa teoria está obsoleta

Teoria moderna de empresa: a sobrevivência do mais forte
Em termos numéricos, essa ênfase na empresa de capital aberto é um erro (Reprodução/Internet)

A teoria moderna de empresa é a teoria da empresa de capital aberto: obcecada com questões como custos de transações, mas cega quanto à transmissão de riqueza para as gerações futuras. Em termos numéricos, essa ênfase na empresa de capital aberto é um erro. Seu sucesso limita-se ao mundo anglo-saxão. As economias da maioria dos países desenvolvidos no resto do mundo, assim como as dos países emergentes, continuam a ser dominadas por negócios com um foco familiar, que controlam diversas empresas e não só as empresas individuais.

Essa teoria está obsoleta. O sucesso da empresa de capital aberto no mundo anglo-americano fez sentido no período pós-guerra, quando o império britânico ainda tinha certo brilho e o século norte-americano estava em plena expansão (apesar de as empresas familiares terem continuado a prosperar em ambos os países). Hoje, faz muito menos sentido em uma Europa cada vez mais integrada e com mercados emergentes em rápido crescimento. A Ásia, a região do mundo que cresce com mais rapidez, é dominada por empresas poderosas administradas por famílias. Embora algumas precisem de mais foco, um número significativo de famílias tem um espírito empreendedor inspirado em modelos schumpeterianos destinados ao sucesso, graças à rara combinação de decisões arriscadas e previsões de longo prazo.

As empresas familiares têm uma abrangência muito maior do que as empresas de capital aberto. Elas têm características próprias.  São empresas que se beneficiam de vantagens específicas em termos de estratégia de longo prazo e concentração de propriedade. Mas também têm desvantagens peculiares devido a problemas de sucessão e disputas familiares. Porém sabem lidar com esses problemas de uma maneira especial. Em razão do grande número de empresas familiares de todos os tamanhos e de sua importância econômica, elas merecem muito mais atenção.

A empresa é um dos instrumentos mais poderosos criados pelo ser humano; permite que investidores e trabalhadores reúnam seus recursos para atender às necessidades de estranhos em benefício mútuo. Países bem-sucedidos como os Estados Unidos têm milhões de empresas. Já países de economias fracassadas como a Coreia do Norte não têm empresas. Mas a instituição familiar ainda é um instrumento mais poderoso e universal; não só permite que os pais transmitam seus genes e bens, como também sua cultura e aspirações para os filhos. A união de empresas e famílias representa uma combinação de uma força singular. Famílias como os Rothschild e Baring exerceram um papel vital na criação do capitalismo moderno. Famílias como os Godrej e Lee desempenharão um papel de destaque em recriá-lo na era mais global.

Fontes:
The Economist-Survival of the fittest

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