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Uma reviravolta nas relações entre a Microsoft e a Barnes & Noble

De acusações a parcerias, as duas empresas foram dos tapas aos beijos

Uma reviravolta nas relações entre a Microsoft e a Barnes & Noble
Aplicativo permitirá usuário comprar livros digitais da Barnes & Noble (Reprodução/Internet)

No meio do ano passado, a Barnes & Noble fez uma apresentação para a divisão antitruste do Departamento de Justiça norte-americano, na qual acusava a Microsoft de comportamento anticompetitivo ao exigir o pagamento de royalties por parte dos fabricantes de aparelhos que usam o Android, o sistema operacional de código aberto da Google. Passados nove meses, as duas empresas foram dos tapas aos beijos. Em 30 de abril último, a Barnes & Noble anunciou que criará uma subsidiária chamada NewCo, que englobará o e-reader Nook e os negócios universitários da companhia, que tem livrarias em 641 campus norte-americanos. A Microsoft comprará 17,6% da NewCo por US$ 300 milhões.

Por ora, o Nook continuará a usar o Android, mas as disputas relacionadas a royalties foram resolvidas. O Windows 8, que será lançado em alguns meses, trará um aplicativo Nook que permitirá aos usuários explorar, e eventualmente comprar, livros e revistas do catálogo digital da Barnes & Noble. Esta aliança será vantajosa para ambas as partes: a Microsoft terá acesso à rede universitária e poderá fazer vendas casadas de tablets equipados com o Windows 8 e livros digitais; e a Barnes & Noble, que detém apenas 14% do mercado digital de e-readers, terá acessa ao mercado global oferecido pela onipresente Microsoft.

No dia em que o acordo foi anunciado, as ações da rede de livraria subiram 50%. Ainda assim, de acordo com Tom Mainelli da IDC, uma empresa de pesquisa, o Nook detém somente 20% do mercado de 7 milhões de e-readers vendidos até agora nos Estados Unidos, contra impressionantes 75% das três versões do Kindle, fabricado pela loja virtual Amazon.

Esta é a terceira parceria da Microsoft com parceiros grandes que estão passando por dificuldades em áreas nas quais a criadora do Windows não tem penetração. Em 2009 foi fechado um acordo com a Yahoo! para o mercado de mecanismos de busca. No ano passado a Nokia se tornou o principal veículo para o Windows entre os smartphones. E agora, com o acordo com a Barnes & Noble, a Microsoft está fazendo a sua segunda investida – após um début mal sucedido há 12 anos – no mercado editorial digital.

Fontes:
The Economist - Turning the page

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