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Cultivo de ópio

Vício em heroína cresce de forma alarmante no Afeganistão

Segundo o governo afegão, as principais causas da epidemia são o desemprego galopante, o regresso dos trabalhadores dependentes do exílio e as colheitas de ópio

Vício em heroína cresce de forma alarmante no Afeganistão
Redutos de viciados são comuns na capital do país (Reprodução/Washington Post)

Não é difícil encontrar em Cabul, capital do Afeganistão, um aglomerado de pessoas debaixo de um viaduto em ruínas, amontoadas nas sombras em meio ao lixo e poças fétidas de água. Alguns injetado heroína nos braços ou virilhas em plena vista uns dos outros.

O vício em drogas, em especial a heroína, no Afeganistão, se alastrou após a invasão dos Estados Unidos, em 2001, e já é uma realidade em todo o país. Mas, nos últimos anos, se intensificou. A ONU estima que existem até 1,6 milhão de usuários de drogas em cidades afegãs – cerca de 5,2%o da população.

As principais causas dessa epidemia, diz o governo afegão, são o desemprego galopante, o regresso dos trabalhadores dependentes do exílio em tempo de guerra no Irã ou Paquistão, e colheitas de ópio. Apesar de anos de dispendiosos esforços internacionais, liderados pelos EUA, para combater o cultivo tradicional no país, a cultura do ópio está prosperando mais do que nunca. De acordo com o governo dos EUA, em 2013 um recorde de 520 mil hectares de terra foram utilizados para cultivar papoulas no Afeganistão.

Agricultores afegãos têm cultivado papoulas de ópio por gerações, mas a grande maioria desta produção era exportada e pouco consumida no país. Em 2000, o regime talibã considerou a  cultura da papoila anti-islâmica e proibiu a prática. Em 2005, porém, o próprio talibã retornou ao poder como uma milícia predatória, dificultando programas de erradicação e substituição de cultivos patrocinados pelos EUA. A produção se fortaleceu e o consumo de heroína nacional cresceu com ela.

Fontes:
Washington Post - Heroin addiction spreads with alarming speed across Afghanistan

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