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Ruínas da Grécia

Nem a Acrópole está a salvo dos credores da Grécia

Grécia pode ser obrigada a vender ilhas e ruínas antigas como a Acrópole para cumprir acordo com credores europeus

Nem a Acrópole está a salvo dos credores da Grécia
Acrópole da Grécia, ou "cidade alta" como era conhecida na antiguidade (Foto: Wikipédia)

Uma afronta ao orgulho nacional grego. É assim que boa parte da população da Grécia vê a exigência inserida no acordo fechado com seus credores que obriga o país a vender “ativos gregos valiosos” para alcançar a soma de 50 bilhões de euros, valor a ser depositado em um fundo, como garantia de pagamento de suas dívidas.

Embora o acordo não especifique que tipo de “ativos valiosos” a Grécia terá de vender, autoridades em Atenas não veem uma maneira de evitar o leilão de ilhas, reservas naturais ou até mesmo ruínas antigas.

“É uma afronta”, dise Goergios Daremas, conselheiro do Ministério do Trabalho grego. “É basicamente dizer, vendam a memória de seus antepassados, vendam a sua história apenas para que possamos obter algo commercial com isso”, disse Daremas à revista Time. “Essa é uma ideia para humilhar os gregos”.

A exigência de criar esse fundo especial foi feita pela Alemanha, principal credora dos gregos envolvida diretamente na negociação. A Alemanha queria até mover os títulos dos ativos gregos para um “fundo externo”, em Luxemburgo, para impedir que Atenas os retenha, mas o premier grego, Alexis Tsipras, conseguiu evitar a manobra, uma das poucas vitórias que obteve na negociação.

“O acordo é duro, mas evitamos o envio dos bens do Estado ao exterior”, disse, na tentativa de amenizar a má notícia do acordo à população grega. Até mesmo a venda da Acrópole não estaria fora de questão. De fato, chegou a ser aventada em 2010 por dois legisladores conservadores alemães.

Fontes:
Folha - Grécia pode ter de vender ilhas e ruínas antigas para cumprir acordo

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