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Alimentando pequenos imperadores

Empresa suíça Nestlé aposta em bebês em mercados emergentes, especialmente os da China

Alimentando pequenos imperadores
Foco é na China: maior número de mães com dinheiro para comprar papas caras (Reprodução)

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Comidas para bebês se parecem com gosma, mas são um negócio valioso. As vendas globais são de US$ 30 bilhões e crescem 10% ao ano, graças sobretudo aos países em desenvolvimento. É por isso que a Nestlé, uma gigante dos alimentos suíça, está pagando tão caro pelo braço de nutrição infantil da Pfizer, uma companhia farmacêutica americana. Em 23 de abril a Nestlé anunciou que compraria a Pfizer Nutrition por US$ 11,85 bilhões – quase 50% acima do valor estimado por analistas há alguns meses.

A Nestlé, a maior produtora de alimentos do mundo, não foi a única a fazer um lance. Ela teve que superar a Danone, sua também enorme rival francesa, que também estava disposta a incorporar as marcas de comidas de bebê da Pfizer como S-26, Promil e SMA. O preço totalizava 20 vezes o faturamento antes de juros, impostos depreciação e amortização da Pfizer Nutrition neste ano.

Kurt Schmidt, o chefe da Nestlé Nutrition, diz que o negócio valerá a pena. Schmidt, um veterano do ramo das comidas de bebê, passou a integrar o time da Nestlé em 2007, quando esta comprou a Gerber, uma empresa americana de comidas de bebê da qual ele era o presidente. Os seus colegas de trabalho suíços podem ou não ter-lhe dito que gerber em francês descreve o que os bebês fazem com comidas que lhes desagradam. Mas eles ficaram impressionados o bastante para pô-lo no comando do negócio recém-adquirido.

Schmidt está animado com relação à China. “É lá que os nascimentos estão acontecendo,” diz. Isso não é totalmente verdade: a África gera duas vezes mais bebês que a China. Mas é no oriente que se encontra o maior número de mães com dinheiro suficiente para comprar papas com preços salgados. No ano passado, elas gastaram US$ 6 bilhões em comida de bebê; valor que deve dobrar até 2016, de acordo com analistas do Citigroup, um banco.

Fontes:
The Economist - Feeding little emperors

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