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O comércio eletrônico ilícito se reinventa e evade a aplicação da lei

Os negócios estão prosperando no anonimato da Internet, apesar dos esforços para cumprir as leis coercivas

O comércio eletrônico ilícito se reinventa e evade a aplicação da lei
Drogas ilegais e os remédios que só podem ser vendidos com receita médica lideram as vendas no mercado negro da internet (Reprodução/Economist)

A primeira transação no comércio eletrônico realizada por alunos de Stanford e do MIT no início da década de 1970, envolveu a venda de uma pequena quantidade de maconha. Nas décadas seguintes, o comércio online de drogas foi rigidamente controlado por leis que rastreavam os endereços IP e os meios de pagamento. Essas transações aumentaram com a criação há alguns anos do Silk Road, um site de comércio de drogas, que só podia ser acessado com um software chamado Tor.

O site Silk Road foi fechado no ano passado com a prisão de Ross Ulbricht, um americano de 29 anos, que os investigadores pensam ser Dread Pirate Roberts, o fundador do site. Ulbricht será julgado em Nova Iorque em janeiro de 2015, por crimes de acesso a sistemas sem permissão, violação de dados e programas dos sistemas operacionais, além de lavagem de dinheiro. Mas o fechamento do Silk Road não eliminou o comércio virtual do mercado negro e diversos darknets e eBays mais sofisticados preencheram o vácuo.

As drogas ilegais e os remédios que só podem ser vendidos com receita médica lideram as vendas. (Alguns vendedores são farmacêuticos.) Mas agora vendem também armas, sobretudo, para europeus cujos países têm leis rigorosas de controle de armas.

Diversos fatores dificultam a vida dos que se aventuram a trabalhar no mercado negro online, como complexidade técnica, separação física entre compradores e vendedores, e mobilidade.

Além disso, os mercados estão em contínua adaptação. A tendência não é mais criar um site centralizado como Silk Road 2.0, e sim sites onde as listas, mensagens, pagamentos, comentários e informações com objetivo de avaliação fiquem separados, sem um controle central e, portanto, impossíveis de fechar.

 

 

Fontes:
The Economist - The Amazons of the dark net

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